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Federais: apesar de apelo de Mercadante, greve segue

Quarenta e uma universidades e três institutos de ensino superior estão paralisados. Mais duas instituições iniciam greve na próxima segunda

Por Da Redação - 24 maio 2012, 13h18

Apesar do apelo feito nesta quarta-feira pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a greve dos docentes das instituições federais de ensino superior prossegue nesta quinta-feira. De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), o apelo do ministro dá ainda mais visibilidade à paralisação. “A coletiva do ministro mostra que ele reconhece a força da nossa greve”, disse a presidente do Andes-SN, Marina Barbosa.

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Segundo o mais recente levantamento, 41 universidades federais e três institutos federais de educação aderiram à greve e, portanto, estão sem aula. Além disso, a partir da próxima segunda-feira, as federais de Santa Maria (UFSM) e da Grande Dourados (UFGD) vão aderir à paralisação. “Ao contrário do que disse o ministro, o movimento dos professores não foi precipitado, estamos presentes em todos os espaços de negociação desde 2010, apresentando propostas e cobrando respostas do governo”, diz Barbosa.

Também na segunda-feira o Andes realizará uma reunião no Ministério do Planejamento, onde apresentará suas reivindicações. Os professores pedem um plano de reestruturação da carreira, que teria sido prometido pelo governo federal para março deste ano. Entre as reivindicações, está a redução de níveis de remuneração (de 17 para 13), variação de 5% entre os níveis e um salário mínimo para a carreira de 2.329,35 reais referente a 20 horas semanais (atualmente, esse valor é de 1.597,92 reais). Os professores pedem também melhores condições de trabalho e infraestrutura.

Apelo – Na tarde da quarta-feira, Mercadante comparou os problemas de infraestrutura vividos por universidades federais às “dores do parto”. Além de minimizar os problemas estruturais, o ministro afirmou que, do ponto de vista das questões salarial e de carreira, não há razões para a paralisação dos docentes. “Não me lembro de nenhuma greve semelhante, sem razão de ser”, disse.

A argumentação do ministro toma como base um acordo firmado entre o MEC e as entidades de professores universitários no final do ano passado. O documento previa reajuste de 4% nos salários a partir de março de 2012, incorporação de gratificações aos salários e a apresentação, até março passado, de um novo plano de carreira que passaria a valer em 2013. Estava acordada ainda a aprovação de um projeto de lei que autoriza o Ministério da Educação a contratar docentes para dar suporte à expansão da rede de ensino.

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A tramitação do projeto de lei está atrasada no Congresso. Ele foi aprovado na Câmara, mas ainda precisa ser votado no Senado. Mercadante disse que vem pedindo celeridade aos parlamentares. O reajuste salarial também está atrasado devido aos trâmites no Congresso. Foi preciso que o governo editasse uma medida provisória nesta semana para garantir o aumento, que sairá em junho, retroativo a março.

Sobre a formulação do plano de carreira, o ministro explicou que a morte de um funcionário do Ministério do Planejamento que liderava as negociações, o secretário de recursos humanos Duvanier Paiva Ferreira, atrasou os procedimentos. Duvanier morreu em janeiro após sofrer um infarto. “O atraso não traz nenhum prejuízo material para os docentes porque estamos tratando de uma nova carreira para 2013”, disse.

Confira a lista completa das universidades e institutos que estão total ou parcialmente paralisados:

Região Norte

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– Universidade Federal do Amazonas

– Universidade Federal de Rondônia

– Universidade Federal de Roraima

– Universidade Federal Rural do Amazonas

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– Universidade Federal do Pará

– Universidade Federal do Oeste do Pará

– Universidade Federal do Amapá

– Universidade Federal do Acre

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Região Nordeste

– Universidade Federal do Maranhão

– Universidade Federal do Piauí

– Instituto Federal do Piauí

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– Universidade Federal do Semi-Árido

– Universidade Federal da Paraíba

– Universidade Federal de Campina Grande

– Universidade Federal Rural de Pernambuco

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– Universidade Federal de Alagoas

– Universidade Federal de Sergipe

– Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

– Universidade Federal do Vale do São Francisco

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– Universidade Federal de Pernambuco

Região Sul

– Universidade Federal do Paraná

– Universidade Tecnológica Federal do Paraná

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– Universidade Federal do Rio Grande

– Universidade Federal do Pampa

– Universidade Federal de Santa Maria

Região Sudeste

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– Universidade Federal do Triângulo Mineiro

– Universidade Federal de Uberlândia

– Universidade Federal de Viçosa

– Universidade Federal de Lavras

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– Universidade Federal de Ouro Preto

– Universidade Federal de São João Del Rey

– Universidade Federal de Juiz de Fora

– Universidade Federal de Alfenas

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– Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

– Centro Federal de Educação Tecnológica de MG

– Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais

– Universidade Federal do Espírito Santo

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– Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

– Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

– Universidade Federal Fluminense

– Universidade Federal do Rio de Janeiro

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– Universidade Federal de São Paulo

Região Centro-Oeste

– Universidade Federal do Mato Grosso

– Universidade Federal de Goiás

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– Universidade de Brasília

– Universidade Federal da Grande Dourados

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