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Falta de segurança em favela deixa 2.000 sem aulas

Tiroteios são constantes no Complexo da Maré, onde 3 escolas estão fechadas

Por Da Redação - 30 out 2013, 16h24

Mais de 2.000 alunos de três escolas no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, estão sem aulas nesta quarta-feira, embora a greve dos professores na rede municipal tenha sido encerrada na última sexta. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, as aulas foram suspensas “por conta de violência no entorno”. O 22º Batalhão de Polícia Militar (BPM), responsável pela segurança do local, informou que não houve operações na favela nesta quarta. A pacificação da área estava prevista para este ano, mas foi adiada para 2014.

Além dos estudantes da rede municipal, mais de 400 crianças e adolescentes da ONG Uerê, que atende alunos com dificuldades de aprendizado, também ficaram sem aulas. De acordo com a coordenadora da instituição, Yvonne Bezerra de Mello, houve um tiroteio por volta das 7h, horário de entrada dos alunos nas escolas, e as aulas foram suspensas. Na semana passada, os estudantes ficaram três dias sem aula. “Estamos vivendo nessa situação de violência insuportável desde o início do ano”, conta ela.

Em nota, o 22º BPM informou que “as operações são planejadas sempre com base em informações do Serviço de Inteligência” em horários que não coincidam com turnos escolares. A última ação oficial da PM no complexo da Maré ocorreu em 25 de outubro, mas as operações não têm periodicidade estabelecida. Na única escola da rede estadual na Maré, o Ciep Professor César Pernetta, os 1.118 estudantes estão tendo aulas normalmente. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, o 22º BPM faz monitoramentos constantes na região.

(Com Estadão Conteúdo)

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