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Estudantes apontam ‘pegadinhas’ em provas do Enem

Exames de português e matemática dividem opinião de participantes

Enem: cobertura completa

Confira o gabarito do sábado:

Provas azul, amarela, branca e rosa

Confira o gabarito do domingo:

Provas azul, amarela, branca e rosa

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O segundo dia de provas para o Enem transcorreu sem problemas no Rio. A sede da UERJ, próxima ao Maracanã, recebeu milhares de estudantes que entraram às 13h e começaram a sair às 15h06. Eles têm até as 18h30 para terminar a avaliação.

A primeira candidata a deixar o prédio achou a prova de português “complicada”. “Havia muitas pegadinhas e frases repetidas com apenas uma palavra diferente, o que modificava completamente o significado”, afirmou Camila Gomes, de 22 anos. Segundo ela, a dissertação, que abordou internet e redes sociais, foi fácil. A maior dificuldade, contudo, para estudante, que deseja entrar para o curso de direito, foi a prova de matemática. Camila não foi a única.

Diego Correia, de 22 anos, confessa que apostou na sorte para fazer o exame: “Chutei tudo. Não é minha área. Há muito tempo não vejo matemática”. Diego, que cursa história e tenta entrar na segunda faculdade, ficou mais à vontade com as disciplinas de português e redação. “O tema foi fácil e atual. Internet, redes sociais, possibilidade de acesso. As pessoas na cidade vivem esse tema”, disse. Ele deixou a sala às 15h30.

Ao contrário de Diego, Caroline Santos, de 19 anos, garante ser fera em matemática. Ela achou a prova fácil, mas diz que uma das questões estava errada. “Meus cálculos resultaram em 500, mas a opção indicava -500”, afirmou.

Em português, ela não teve a mesma facilidade. “Para mim, a prova foi chata e complicada”, afirmou. Nem mesmo o tema a empolgou. “Todos os textos de exemplo eram sobre redes sociais. Com tanta coisa mais importante para falar, eles foram escolher redes sociais”. Caroline quer entrar nos cursos de administração e engenharia civil.

Daniel Pacifico de Alencar, de 25 anos, que também indica matemática como seu forte, não encontrou erro nas questões. “Alguns diagramas e gráficos confundiam um pouco”, disse. Ele achou a prova de português “traiçoeira”. “Pequenos detalhes eram a diferença entre erro e acerto”, afirmou.