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Escolas não devem ter medo de disputar os melhores diretores no mercado

Dois mecanismos de escolha são bem conhecidos: um elege os melhores profissionais de carreira; outro recruta destaques do mercado

Por João Batista Araujo e Oliveira - 4 jul 2014, 12h00

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Ensino de qualidade

Este artigo faz parte de uma série publicada quinzenalmente em VEJA.com sobre os desafios do ensino fundamental no Brasil – e as estratégias para superá-los.

Os textos são de autoria do Instituto Alfa Beto, que promove o Prêmio Prefeito Nota 10, iniciativa que vai identificar e recompensar o município brasileiro que mantém a melhor rede de ensino. A premiação será realizada no segundo semestre.

Prêmio Prefeito Nota 10 Instituto Alfa Beto

No artigo anterior vimos que diretores fazem diferença, para o bem ou para o mal. A pergunta seguinte é: como recrutar diretores eficazes?

Não existem evidências a favor de um ou de outro método de escolha nos países desenvolvidos que registram desempenho médio e superior no Pisa. Comecemos pelo que não existe pelo mundo afora: não existe indicação política, não existe eleição, não existe prova, não existe mistura de indicação política e prova.

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O que existe são dois mecanismos: o mecanismo de carreira e o mecanismo de recrutamento no mercado.

Leia os artigos anteriores da série

O mecanismo de carreira é bem conhecido de todos. Algumas das instituições mais sólidas e eficazes do Brasil devem a isso sua reputação. É o caso de Banco Central, Receita Federal, Itamaraty, Forças Armadas, entre outras.

Normalmente, a pessoa começa de baixo e vai evoluindo. Quando assume postos de comando, já conhece a cultura da casa e já sabe como atuar. O risco é o corporativismo – que requer fortes antídotos. Uma vantagem de uma carreira é que você poder trocar as pessoas e colocar as pessoas certas nos lugares certos nos momentos certos.

O outro é o mecanismo de seleção – essencialmente semelhante à forma de recrutamento de executivos. O que se procura são evidências de que um candidato é capaz de liderar, de conseguir resultado através de outros e de que possui competências de planejamento e administração para evitar que a burocracia o tire do foco – que é promover um ensino de qualidade.

Nos dois modelos há uma variável fundamental: o diretor nunca é escolhido pela escola. Ele sempre é escolhido pelos que são responsáveis pela rede de ensino.

João Batista Araujo e Oliveira é presidente do Instituto Alfa Beto

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