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Escolas apostam na orientação vocacional de alunos

Diante da demanda de pais e do próprio mercado de trabalho, escolas desenvolvem ações que pretendem preencher a lacuna existente em seus currículos acerca da formação profissional dos alunos. Um dos principais focos é demonstrar as tendências do mercado de trabalho aos estudantes.

Esse é um dos objetivos do projeto de orientação vocacional do colégio Bandeirantes, de São Paulo. De acordo com Roberto Nasser, coordenador de orientação profissional da instituição, os 1.800 alunos do ensino médio participam de atividades em horários alternativos direcionadas à capacitação profissional. “Nesse momento, eles podem esclarecer dúvidas que giram em torno, no geral, de salário e possibilidade de emprego, além de assistirem a palestras com profissionais bem-sucedidos”, diz Nasser

Já no ensino fundamental, quando os estudantes estão com cerca de 11 anos, inicia-se um trabalho de desenvolvimento das competências pessoais. “Com trabalhos em grupo, procuramos refletir sobre a nova visão de liderança, baseada no coletivo e na ajuda do desenvolvimento dos colegas”, explica Nasser. Atividades esportivas e aulas complementares, como teatro, filosofia e ciências, também contribuem para a formação mais flexível e ampla dos alunos.

No colégio Vera Cruz, outra instituição conceituada de São Paulo, a orientação vocacional também entra em cena a partir do ensino médio. Então, são realizados debates em sala de aula, para que os estudantes possam tirar dúvidas sobre as diversas carreiras. Em 2008, a escola iniciou um programa de empreendedorismo com o objetivo de ensinar os procedimentos necessários para montar uma pequena empresa.

No Paraná – As atividades realizadas pelo colégio Bom Jesus, em Curitiba, visam o desenvolvimento do empreendedorismo e da autonomia dos estudantes desde cedo, quando eles completam 11 anos. De acordo com Pedro Gardim, coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas (CEP) da instituição, a capacitação para o mercado de trabalho faz parte da proposta pedagógica do colégio desde a educação infantil. “Trabalhos em grupo e que estimulem a solidariedade e a responsabilidade social são os carros-chefe de nosso projetos”.

A partir do sexto ano, uma disciplina denominada empreendedorismo torna-se obrigatória à grade curricular durante três anos. “Por meio do material desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o curso procura desenvolver as aptidões de cada aluno, estimulando o auto-conhecimento, a autonomia e as habilidades necessárias para formar um empreendedor de sucesso”, afirma Gardim.

Já no ensino médio, quando o estudante completa 15 anos, as atividades giram em torno de palestras com empresários bem-sucedidos e informações sobre carreiras e mercado de trabalho. “Nossos alunos ficam mais confiantes e conscientes para a tomada de decisões importantes, como na hora de escolher qual carreira vão seguir”, finaliza Gardim.