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Enem 2014: atrasada, grávida pula muro e sai escoltada

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O muro de aproximadamente dois metros do Colégio Estadual do Paraná (CEP), em Curitiba, não foi barreira suficiente para fazer a estudante Caroline de Carvalho, de 18 anos, a caminho do terceiro mês de gravidez, desistir de fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Ela chegou às 13h07 ao local e encontrou o portão principal fechado. Após lamentar o atraso, pegou o banquinho de um pipoqueiro que estava diante da escola e o usou como apoio pular o muro. Caroline acabou barrada por um segurança e saiu escoltada. “A senhora pode até ser presa”, disse o guarda.

Caroline é uma das 406.000 estudantes que se inscreveram no Paraná para as provas do Enem. Ela faz parte do grupo de adventistas que inicia suas provas a partir das 19h, mas como os demais participantes tinha de chegar ao local de prova até as 13h.

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“Como estou grávida, esperei até que passasse um ônibus mais vazio. Isso me fez atrasar um pouco. Não acredito que isso tenha acontecido”, disse a jovem, que reside no bairro Pinheiro, a 16 quilômetros do local da prova.

Para ela, a organização poderia abrir uma exceção. “Estava bem preparada, no ano passado tirei boas notas e estava confiante. Acho que poderia falar com alguém da organização”, lamentou Caroline, que tentaria uma vaga para o curso de arquitetura na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Já para o estudante Thiago Kloss, de 18 anos, também adventista, o dia começou mais cedo. Antes da prova, ele se reuniu com um grupo em frente à escola para uma roda de orações. “Essa é mais uma prova de resistência e fé, pois vamos esperar até 19h30, quando o sol se põe, para iniciar os testes. Estou confiante, nos preparamos, fizemos algumas simulações na escola e acredito que vou aguentar o tempo necessário”, disse.

Para Valcir Roberto, 39 anos, que tentará cursar direito no próximo ano, uma das preocupações era a acessibilidade. Portador de deficiência, ele elogiou o colégio, ao menos em sua entrada, com rampa. “Nunca tive problemas nas provas anteriores, mas espero encontrar boas condições lá dentro, pois é ruim ter que subir escadas e nunca estive neste colégio antes”, comentou.

(Com Estadão Conteúdo)