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Com filhos de recuperação, pais devem fazer lição de casa

Investigar razões das notas baixas e ajudar crianças e adolescente a se programarem para a prova final são tarefas fundamentais, dizem especialistas

Por Nathalia Goulart 25 nov 2011, 22h02

O período de aulas entrou na reta final, mas Júlia Venturelli, de 15 anos, que cursa o primeiro ano do ensino médio em Lorena (SP), terá de enfrentar uma jornada extra até o fim do ano: a recuperação. Ela já planejava as férias, e o sabor da mudança de planos é amargo. Contudo, educadores pregam que deve-se enxergar a última batalha escolar do ano como uma oportunidade para reparar falhas do aprendizado, que, de outra forma, persistiriam no futuro. Para tirar proveito da chance, crianças e adolescentes devem, é claro, fazer um esforço extra de estudos. E os pais também podem colaborar: eles devem investigar as razões do mau desempenho escolar de seus filhos e participar de forma efetiva da preparação para as provas finais.

Lista: Como ajudar seu filho na hora da recuperação

Não existe um diagnóstico universal para as notas vermelhas. Mas elas sinalizam que o aluno não cumpriu os objetivos previstos no currículo escolar. “Os pais precisam fazer a lição de casa e entender o que levou a criança a essa situação”, diz Quésia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Falta de atenção, dificuldades de aprendizagem, excesso de faltas, preguiça e até problemas de relacionamento na escola e em casa fazem parte da lista de fantasmas que prejudicam os boletins. Para identificar os fatores de risco, é preciso atenção por parte dos pais. “Eles precisam estabelecer um pacto de comprometimento com a educação dos filhos”, diz Elenice Lobo, diretora pedagógica do Colégio Santo Américo, de São Paulo.

Para os que foram surpreendidos com as últimas notícias vindas da escola, é hora de ajudar os filhos e se planejar. “Com a vida moderna, o tempo é curto. Mas isso não pode servir de desculpa justamente no momento em que as crianças mais precisam de assistência”, diz Nívea Fabrício, presidente da Associação Nacional de Dificuldade de Ensino e Aprendizagem e diretora do Colégio Graphien, de São Paulo. “Mesmo que o pai ou a mãe não tenha tempo de acompanhar os deveres de perto, deve fazer o esforço adicional de procurar a escola para se colocar a par da vida acadêmica do filho”, acrescenta. Ana Lúcia Venturelli, mãe de Júlia, tem como aliada a internet. “O colégio dela criou um sistema on-line que me permite seguir os passos da minha filha. Por lá, tomo conhecimento de suas notas e de seu comportamento”, conta Ana.

Júlia tem pela frente três provas de recuperação. “Eu tenho dificuldades nas três disciplinas, mas falhei sobretudo ao deixar tudo para última hora”, diz. Para aqueles que, como Júlia, vão enfrentar a jornada extra, os especialistas aconselham manter a calma. “Organizar o tempo e tirar o máximo proveito dele é o melhor a ser feito agora.” Caso contrário, corre-se o risco de fazer da recuperação uma rotina e das notas vermelhas, um hábito. Para auxiliar os pais, o site de VEJA conversou com especialistas e eloborou uma lista com sete medidas para ajudar seu filho na recuperação. Confira a seguir.

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