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Aprovação de SP no Exame da OAB está abaixo da média nacional

Segundo FGV Projetos, 37,78% dos bacharéis em direito formados no estado passam na prova — média brasileira é de 41,16%

Por Da Redação - 22 ago 2013, 15h14

Uma pesquisa feita pela FGV Projetos, responsável pela realização do Exame de Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), revelou que a taxa de aprovação de candidatos de São Paulo na avaliação é inferior à média brasileira. Apenas 37,78% dos bacharéis em direito formados no estado passaram no exame, ante 41,16% no Brasil. Os dados levam em conta resultados obtidos entre a segunda e a nona edição do Exame de Ordem. A taxa mais alta foi registrada no Ceará, com 50,43% de aprovação.

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O estudo mostra que 361.110 bacharéis realizaram as provas, contabilizando 892.709 inscrições – este número é superior ao de candidatos porque muitos dos reprovados refizeram a prova. Nas oito edições, 148.612 obtiveram êxito na prova – ou seja, 41,16%. Desses, 66.923 passaram na primeira tentativa, enquanto outros 34.635 precisaram tentar duas vezes. Os demais realizaram ao menos três vezes a prova.

A sexta edição é a que proporcionalmente mais aprovou candidatos, com 25,69%. Já a nona edição teve a maior porcentagem de reprovados: 88,87%.

Na opinião do atual coordenador nacional do Exame da OAB, Leonardo Avelino, o levantamento expõe a crise do ensino jurídico no Brasil e a necessidade de repensá-lo. “O exame não é bicho de sete cabeças, tanto que o maior índice de aprovação é na primeira tentativa. Isso demonstra que a pessoa que fez uma boa faculdade é aprovada”, diz Avelino.

Os reprovados na primeira tentativa, segundo o coordenador, naturalmente têm dificuldade nas demais tentativas. “Isso acontece porque o candidato, em geral, fez uma faculdade mediana, que não ensinou tudo o que deveria”, afirma.

Na visão dele, essa é a razão de o estado de São Paulo colher um resultado relativamente ruim na prova. “Os números não mentem: onde há muitas faculdades, a tendência é que o desempenho caia, pois é difícil manter o nível em um grande número de instituições. É o caso de São Paulo”, diz o coordenador.

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