Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Apesar de ameaça, autora do ‘Diário de Classe’ vai manter página que denuncia problemas de escola pública

Mãe de Isadora Faber diz que ela acredita que ainda tem muito a fazer

Apesar da ameaça sofrida na internet, Isadora Faber – a garota de 13 anos que registra os problemas enfrentados por sua escola na página Diário de Classe, no Facebook, – não vai interromper as postagens. “Fico muito preocupada. Já cogitei até trocá-la de escola, mas ela insiste em continuar, afirmando que ainda tem muito o que fazer pela instituição”, diz Mel Faber, mãe de Isadora.

Leia também:

MP investiga ameaças a estudante do Diário de Classe

Inspiração da estudante Isadora Faber veio da Escócia

Educadores não estão prontos para lidar com ‘Isadoras’

Segundo Isadora, a ameaça ocorreu no sábado. Uma usuária do Facebook identificada como Bruna Meneises Silva publicou um comentário no Diário de Classe dirigido à estudante. A autora da publicação diz que Isadora “está com os dias contados”, que vai “meter bala bem na testa da mãe e do pai (sic)” da estudante e a aconselha a ficar “de olhos bem abertos quando sair de casa e da escola”.

A mãe de Isadora afirma já ter registrado boletim de ocorrência no 8º Distrito Policial de Florianópolis (SC), no domingo. “Ela já recebeu muitas críticas, mas ameaça de morte foi a primeira vez”, afirma.

A página Diário de Classe é mantida por Isadora desde julho de 2012. Ali, a estudante registra problemas enfrentados pela Escola Municipal Maria Tomázia, na capita catarinense. Desde então, vem sofrendo críticas de professores e funcionários da instituição e até de colegas.

Neste domingo, a estudante comentou a ameaça em sua página. “O que estou fazendo para ser ameaçada de morte? Por que quem apoia também é ameaçado? Com essa onda de terror que Florianópolis vive atualmente, é bem assustador. Por que é tão difícil exercer a cidadania? Por que tentam calar quem busca seus direitos?”

Não é a primeira vez que a família de Isadora recorre à Polícia em razão da repercussão causada pelas denúncias da estudante na web. Em novembro, a adolescente contou pela rede social que teve a casa apedrejada e que sua avó, de 65 anos, foi atingida na testa por uma das pedras.

Leia também:

MP investiga ameaças a estudante do Diário de Classe

Inspiração da estudante Isadora Faber veio da Escócia

Educadores não estão prontos para lidar com ‘Isadoras’