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Acredite: Brasil se sai bem na matemática

Entre cem nacionalidades, equipe de seis adolescentes brasileiros conquista a 15ª posição na olimpíada internacional da disciplina

Por Cecília Ritto - 15 jul 2016, 19h43

Quem procura os índices da educação brasileira em rankings globais está acostumado a olhar para o fim da lista. Na quinta-feira, no entanto, seis garotos entre 16 e 18 anos puseram o país entre os quinze melhores do mundo justamente na matéria mais temida, a matemática. A equipe brasileira terminou a Olimpíada Internacional de Matemática, em Hong Kong, exatamente em 15º lugar entre cem países participantes, com cinco medalhas de prata e uma de bronze. Nesta posição, ficaram à frente de toda a América Latina e de países tradicionalmente bem colocados, como Alemanha, Bulgária e Romênia. A conquista representa um grande avanço em relação a 2015, quando o Brasil foi 22º colocado e figurou entre os três últimos da América Latina, à frente apenas de Peru e México.

A equipe é formada por João César Campos Vargas, de 17 anos, de Passa Tempo, Minas Gerais; Andrey Jhen Shan Chen, 16 anos, de Campinas, São Paulo; Daniel Lima Braga, 18 anos, de Eusébio, Ceará; Pedro Henrique Sacramento de Oliveira, 16 anos, de Vinhedo, São Paulo; Gabriel Toneatti Vercelli, 18 anos, de Osasco, São Paulo; e George Lucas Diniz Alencar, 17 anos, de Fortaleza, Ceará. Quatro dos medalhistas de prata já tinham experiência e boas colocações em olimpíadas anteriores. Eles voltam ao Brasil no domingo.

Os primeiros lugares da olimpíada de Hong Kong foram para os vencedores de sempre: Estados Unidos, Coréia do Sul, China, Cingapura e Taiwan. As provas aconteceram entre 11 e 12 de julho, com quatro horas e meia para cada aluno responder a três  questões por dia. No ano que vem, a Olimpíada Internacional de Matemática será no Rio de Janeiro.

 

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