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A receita francesa contra a pirraça

Americana radicada em Paris, Pamela Druckerman comparou a forma como os pais criam os filhos na França e nos Estados Unidos e concluiu: os franceses preparam melhor para o futuro, mas não esperam grande coisa deste futuro

Por Vanessa Cabral 18 fev 2013, 11h31

A jornalista americana Pamela Druckerman, 42 anos, era correspondente do Wall Street Journal na América Latina e, solteira, vivia muito bem sozinha entre Buenos Aires, São Paulo e Nova York. Aí sua vida deu uma reviravolta: foi demitida, conheceu o colunista esportivo inglês Simon Kuper, mudou-se com ele para Paris em 2004 e se tornou mãe e dona de casa. Olhando em volta, percebeu que não estava se saindo bem em nenhuma das duas funções.

Pamela Druckerman, autora de 'Crianças Francesas Não Fazem Manha' (Ed. Objetiva)
Pamela Druckerman, autora de ‘Crianças Francesas Não Fazem Manha’ (Ed. Objetiva) VEJA

Grávida, Pamela engordou mais do que o recomendado e se encheu de preocupações, enquanto as vizinhas gestantes francesas continuavam charmosas e em forma. Depois do parto, sofria com as noites maldormidas, enquanto via as francesas retomar a rotina sem olheiras. Levava a filha para almoçar fora e, entre crises de birra e inapetência, invejava as crianças nas mesas em volta, comendo como gente grande.

Pamela resolveu então investigar como os franceses conseguiam criar filhos tão bem comportados. O resultado está no best-seller Bringing up Bébé, lançado em vinte países e que acaba de chegar às livrarias brasileiras com o título Crianças Francesas Não Fazem Manha (272 páginas, R$ 29,90), da editora Objetiva. Mãe de mais uma menina e dois meninos que comem queijos e verduras como parisienses natos, ocupada em escrever um segundo livro sobre o assunto, Pamela conversou com o site de VEJA, por telefone. Conheça alguns dos conselhos da autora para os pais, a partir da comparação entre o que fazem as famílias americanas e francesas:

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