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Zona do euro quer evitar novo abatimento da dívida grega

Segundo reportagem da revista 'Spiegel', ministros falam em cortes dos juros dos empréstimos que o país recebeu

Por Da Redação - 4 nov 2012, 13h28

Os ministros da zona do euro estão examinando perto de uma dúzia de opções para ajudar a Grécia a evitar outro abatimento da dívida, diz reportagem da revista alemã Spiegel neste domingo, sem identificar fontes. As ideias listadas no artigo incluem cortes dos juros dos empréstimos que o país recebeu como parte do resgate internacional.

Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) aceitaria título da dívida grega com maturidade curta como colateral por um período mais longo do que previamente esperado. O BCE também distribuiria os lucros que ganha com os títulos gregos ao governo da Grécia. O BCE se negou a comentar a reportagem.

Os ministros também estão buscando um modo de securitizar os ativos do estado para tornar mais fácil vendê-los. Outro plano envolveria ter os bancos do país diretamente recapitalizados pelo fundo de resgate da zona do euro, o Mecanismo de Estabilidade Europeia (ESM, na sigla em inglês). Isso ajudaria a alocar recursos para um programa de compra de dívida de longo prazo.

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Os ministros das finanças das 20 maiores economias do mundo, o G-20, devem pressionar os colegas europeus a definir como a dívida da Grécia pode ser reduzida a níveis sustentáveis no encontro deste domingo e segunda-feira na Cidade do México.

Saída da zona do euro – O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, alertou novamente neste domingo que o país poderá ser forçado a sair do euro se o Parlamento não aprovar uma nova rodada de medidas de austeridade necessárias para conseguir resgate financeiro. “Precisamos salvar o país da catástrofe. Se nós fracassarmos em ficar no euro, nada mais fará sentido”, disse ele.

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O Parlamento deve votar na quarta-feira um projeto de 18 bilhões de euros ( 23 bilhões de dólares) em cortes de gastos e outras reformas, que se seguem à votação neste domingo do Orçamento de 2013, ao mesmo tempo em que Grécia luta para assegurar uma nova parcela de ajuda da troica de credores internacionais. Samaras disse que os votos são vitais para acabar de uma vez por todas o risco de a Grécia retornar ao dracma, sua antiga moeda.

Os sindicatos do país planejam começar na terça-feira dois dias de greve, que coincidem com o voto das medidas de austeridade, em meio à fúria popular por causa de cortes de gastos dolorosos em um país que caminha para o sexto ano de recessão.

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(com Estadão Conteúdo)

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