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Zona do euro cogita elevar alcance de EFSF com fundos do FMI

BRUXELAS (Reuters) – O método mais provável para impulsionar o fundo de resgate da zona do euro envolve usá-lo para oferecer garantias a bônus, combinando seu poder de fogo com um instrumento de propósito específico que será alimentado por recursos da China ou Brasil, afirmaram autoridades da União Europeia.

Depois de uma reunião de cúpula no domingo para tentar chegar a uma solução abrangente para a crise, autoridades indicaram que a combinação das duas opções para elevar o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês) de 440 bilhões de euros pode acabar oferecendo um apoio amplo, e as conclusões da cúpula refletiram esse entendimento.

Uma autoridade indicou que o instrumento de propósito especial poderia ser ligado ao próprio EFSF, enquanto outros disseram que envolveria o Fundo Monetário Internacional. As opções terão de ser reduzidas por uma outra cúpula na quarta-feira. Mas as conclusões da reunião de domingo citavam o FMI como possível parceiro.

“O G20 deve assegurar que o FMI tenha recursos adequados para cumprir suas responsabilidades sistêmicas e deve explorar possíveis contribuições ao FMI de países com superávits externos elevados”, citaram as conclusões.

O gigante de exportação China, que tem as maiores reservas internacionais do mundo, é frequentemente citado nos comunicados do G20 como país de superávit externo.

A zona do euro quer aumentar o poder de fogo do EFSF, que depende de garantias de países membros para levantar recursos no mercado para assegurar sua capacidade de dar segurança à Espanha e Itália contra a ameaça de futuras turbulências no mercado de bônus.

Mas os países da zona do euro não querem colocar mais recursos no fundo uma vez que a opinião pública se opõe à ideia, que também pode por em perigo a classificação de risco triplo A da França. Paris queria transformar o EFSF em um banco, para que ele pudesse recorrer a fundos do Banco Central Europeu, mas a Alemanha descartou essa possibilidade, dizendo que ela violaria tratados.

A Alemanha defende, portanto, que o EFSF poderia impulsionar a confiança dos mercados na emissão de novos títulos por Espanha e Itália garantindo a cobertura de 20 a 30 por cento de perdas potenciais na possibilidade improvável de default.

Para viabilizar tal esquema, o FMI poderia montar um instrumento de propósito específico, que poderia usar fundos de países ao redor do mundo, afirmaram autoridades europeias. Não estava claro o volume de recursos que isso envolveria.

(Reportagem de Jan Strupczewski)