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Zâmbia, um dos piores IDHs do mundo, é alvo da benevolência dos emergentes

Vale investiu 400 milhões de dólares em projeto de minas de cobre no país, enquanto China e Índia aumentaram exponencialmente suas linhas de crédito ao governo e empresas zambianas

Por Ligia Tuon - 14 mar 2013, 13h08

O Brasil, junto com a China e a Índia, vem aumentando sua colaboração no desenvolvimento econômico de países subdesenvolvidos, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Deste grupo, faz parte a Zâmbia, que atualmente recebe investimentos vultosos de empresas como a Vale. O país africano ocupa uma das últimas posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das nações mundiais (posição 163, de um total de 186 países).

Por meio de uma joint venture com a empresa sul-africana Rainbow, do setor de cobre, a Vale atua na extração de minérios na Zâmbia – o projeto teve um investimento inicial de 400 milhões de dólares. Além disso, o Brasil tem investido em equipamentos de mineração nas minas de cobre Konkola, geridas por uma empresa indiana, na província noroeste do país africano. O Brasil e a Zâmbia também assinaram acordos de cooperação técnica que abrangem saúde e criação de gado.

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Até recentemente, a contribuição do trio de emergentes para o desenvolvimento da economia da Zâmbia era pequeno. Do total de 3 bilhões de dólares em doações e empréstimos recebidos pelo país entre 2006 e 2009, a participação do Brasil, China e Índia representou menos de 3% do total.

O cenário vem mudando desde então. Além das contribuições feitas pelo Brasil, em novembro de 2009, a China anunciou um aumento para 1 bilhão de dólares de concessão de empréstimo à Zâmbia, para o desenvolvimento de pequenas e médias empresas do país – a quantia é o equivalente a 40% do estoque total da dívida pública interna do país africano.

Em 2010, ainda, o Banco de Exportação e Importação da China concedeu um empréstimo de 57,8 milhões dólares à Zâmbia para a construção de nove hospitais móveis. Também em 2010, a Índia anunciou uma linha de crédito de 75 milhões de dólares, seguida por outra linha de crédito de 50 milhões de dólares para financiar um projeto de energia hidrelétrica.

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