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Yellen enfrenta Congresso como presidente do Fed nesta terça

Durante discurso a parlamentares, ela deve reforçar sua intenção de reduzir gradualmente os estímulos econômicos

Por Da Redação 11 fev 2014, 10h58

A saúde da economia dos Estados Unidos (EUA) e as eficazes, porém controversas, medidas que o Federal Reserve, banco central americano, adotou para sustentá-la serão os principais tópicos do discurso de Janet Yellen, presidente do Fed, a parlamentares nesta terça-feira. Esta é a primeira vez que ela falará oficialmente em nome do órgão após assumir sua presidência.

Segundo economistas, Yellen, a primeira mulher a presidir o banco central americano em seus 100 anos de história, deverá reforçar o plano de reduzir gradualmente o programa de estímulos monetários do país. O Fed injeta na economia mensalmente 65 bilhões de dólares, valor que já foi 20 bilhões de dólares maior.

Yellen também deve garantir aos investidores que um aumento nas taxas de juros está em um cenário distante. A expectativa é de que a presidente do BC americano adote um tom otimista, mas, ao mesmo tempo, cauteloso, após a divulgação de uma série de dados que levantaram dúvidas sobre as perspectivas para a maior economia do mundo.

A sucessora de Ben Bernanke participará ainda de uma audiência no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados, controlado por membros do Partido Republicano. Na quinta-feira, ela também falará ao Comitê Bancário do Senado, que, por sua vez, possui maioria democrata.

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Os novos presidentes do Fed, às vezes, costumam colocar a política monetária em um caminho diferente, como fez Paul Volcker, em 1979. As expectativas em relação a Yellen, no entanto, são de que ela realize poucas alterações dentro do BC durante seu mandato. Yellen, que já foi vice-presidente do Fed durante a gestão de Bernanke, é coautora da atual política expansionista americana e escreveu livro sobre as formas de comunicação da entidade.

Esperamos que ela “não mostre nem um tom mais flexível nem mais linha-dura”, afirmou o sócio da empresa de pesquisa política Cornerstone Macro e ex-autoridade do Fed, Roberto Perli. “Isso pode ser uma surpresa para uma série de investidores que a consideram mais flexível do que Bernanke”, acrescentou.

Mais de quatro anos após o fim da recessão de 2007-2009, o BC americano embarcou no que talvez tenha sido sua mais difícil mudança de política ao tentar se afastar de medidas que visavam inundar o sistema financeiro com dinheiro muito barato.

Embora a expectativa seja de manutenção da taxa de juros próxima de zero até o próximo ano, a entidade já começou a diminuir suas compras de títulos, ainda que o ritmo gradual da redução dos estímulos possa frustrar alguns republicanos que avaliam o programa como negligente.

(com agência Reuters)

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