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Wen Jiabao: estabilizar o crescimento é o mais urgente

Queda das importações e desaceleração econômica preocupam o governo chinês

Por Da Redação - 10 jul 2012, 12h20

Estabilizar o crescimento neste momento é a tarefa mais urgente da China, declarou nesta terça-feira o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, no momento em que a segunda economia mundial registra uma desaceleração importante.

Os últimos indicadores divulgado nesta semana pelo governo, que mostram uma queda da inflação e das importações, colocaram em evidência esta desaceleração. Na sexta-feira serão divulgados os dados de crescimento correspondentes ao segundo trimestre. “Estabilizar o crescimento não só é a tarefa mais urgente, é também uma tarefa difícil e longa”, declarou Jiabao em dois seminários dedicados à situação econômica do país, indica o governo em um comunicado.

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Entre as ações para apoiar o crescimento, Wen Jiabao ressalta o “estímulo ao consumo”, a “diversificação das exportações” e “de forma mais importante, o apoio a um crescimento racional do investimento”. A economia chinesa é muito dependente dos investimentos e das exportações, enquanto o consumo interno está pouco desenvolvido. O governo tenta há vários anos corrigir esse desequilíbrio, mas sem muito êxito.

Os investimentos, sobretudo em infraestrutura, foram incentivados pelo governo após a crise financeira de 2008, enquanto a expansão do crédito fez com que a inflação chegasse a 6,5% interanual em julho de 2011.

Frente à desaceleração do crescimento, que passou de 9,2% no ano passado para 8,1% no primeiro trimestre de 2012, o governo não quer abrir novamente o crédito por temor de uma disparada da inflação, que caiu para 2,2% no mês passado. Já os exportadores chineses são afetados em parte pela crise na Europa, com o crescimento das exportações registrando uma desaceleração a partir do ano passado.

No segundo trimestre, o crescimento da economia chinesa pode cair a 7,6% interanual, segundo um painel de economistas consultados pela agência Dow Jones. O governo estabeleceu um objetivo de crescimento de 7,5% para 2012, contra 8% nos anos anteriores, embora, na realidade, o crescimento possa ser superior.

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Para apoiar a atividade, o Banco Central chinês mudou em duas oportunidades as taxas de juros de referência em junho e em julho, assim como as reservas obrigatórias dos bancos em maio.

(Com agência France Presse)

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