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Wall Street Journal sugere expulsão da Argentina do G20

Editorial também chama a presidente argentina, Cristina Kirchner, de "pistoleira" por decisão de expropiar a YPF

Por Da Redação
20 abr 2012, 08h38

Em editorial publicado nesta sexta-feira, o jornal americano The Wall Street Journal (WSJ) apontou que os “países civilizados” deveriam expulsar a Argentina do G-20, o grupo que reúne as vinte maiores economias do mundo. Isto deveria ser feito, de acordo com o editorial, até que a presidente argentina, Cristina Kirchner, “se digne a comporta-se como uma chefe de estado de verdade, e não como uma pistoleira”.

A argumentação é que a expulsão de Cristina chamaria sua atenção, uma vez que ela parece não ter medo de tribunais internacionais, que julgariam o caso da expropriação da petrolífera YPF caso não haja um acordo entre a Argentina e a Repsol, empresa que controla da YPF.

Fuga de capital – O jornal pontua ainda que não faz sentido a ação de Cristina, uma vez que o país precisa de recursos estrangeiros para desenvolver reservas de petróleo e de gás. Para o WSJ, o comportamento encorajaria a fuga de capital do país ao mesmo tempo em que a economia desacelera e, com isso, o país pode ter muitos problemas econômicos daqui para frente.

O histórico de “rebeldia” de Cristina foi lembrado, a exemplo da crise da paridade dólar-peso em 2003, quando a presidente impôs controles de preços, revogou contratos, disse que não pagaria dívidas, expropriou bens e afugentou investidores estrangeiros. crash parece inevitável; a economia desacelera e as reservas internacionais fogem’.

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“Ao roubar a Repsol, a senhora Kirchner pretende aproveitar-se dos sentimentos nacionalistas para apoderar-se das provisões de petróleo e os meios para alimentar ‘a máquina do clientelismo político'”, afirma o editorial.

Embate – A briga entre Argentina e Espanha vem se acirrando nos últimos dias e já envolve órgãos internacionais. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia já criticaram a aprovação, na última quarta-feira, pelo Senado argentina de nacionalizar 51% da YPF no país.

A justificativa da presidente latina ao apresentar a proposta ao Senado foi a queda da produção de petróleo e o aumento das importações de hidrocarbonetos, que atingiram o dobro em 2011 em relação a 2010. Isso, segundo Cristina, deve-se à falta de investimentos da petroleira.

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Antonio Brufau, presidente da espanhola Repsol-YPF, reafirmou nesta quarta-feira que a Argentina terá de pagar mais de 9 bilhões de dólares pela expropriação de sua filial no país sul-americano. O governo argentino, porém, rejeita a quantia.

Na quinta-feira, Cristina estendeu para a YPF Gas – companhia de fracionamento, envase, transporte, distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróelo (GLP) – a expropriação de ações que havia sido anunciada para a petroleira Repsol YPF.

(com agência EFE)

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