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Wall Street fecha em baixa com efeito limitado de redução de nota da França

Por Spencer Platt - 13 jan 2012, 20h39

A bolsa de Nova York fechou em leve baixa nesta sexta-feira, insensível ao rebaixamento da nota creditícia da França pela agência Standard and Poor’s: o Dow Jones caiu 0,39% e o Nasdaq, 0,51%.

Segundo dados definitivos do fechamento, o Dow Jones Industrial Average recuou 48,96 pontos, a 12.422,06 unidades, e o Nasdaq, predominantemente tecnológico, 14,03 pontos, a 2.710,67 unidades.

O índice ampliado Standard & Poor’s 500 perdeu 0,49% (6,41 pontos) a 1.289,09 unidades.

Wall Street se orientou para baixo desde a abertura, refletindo a negatividade dos operadores após a publicação dos resultados trimestrais do banco JPMorgan, inferiores às previsões do mercado.

Sem ser particularmente ruins, os dados “mostram a realidade do setor”, comentou Gregori Volokhine, estrategista do Meeschaert. “Devido a que agora há um sentimento – verdadeiramente positivo – com relação à economia americana, todos tínhamos pensado que os bancos gerariam benefícios”.

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“O setor financeiro tem sido o motor do mercado desde o começo do ano, isto é um retorno à realidade”, constatou Mace Blicksilver, diretor da empresa Marblehead Asset Management.

Mais do que se preocupar com a perda do “triplo A”, a maior nota possível, pela França, “o mercado se inquieta por um fracasso das negociações na Grécia sobre a reestruturação da dívida”, destacou Volokhine.

Os bancos credores da Grécia anunciaram uma suspensão das negociações com as autoridades gregas com relação ao corte da dívida soberana, origem da crise no Velho Continente.

“Se a Grécia incorre em uma suspensão de pagamentos, poderia causar problemas reais para o sistema financeiro”, insistiu Volokhine.

O mercado de obrigações fechou em alta. O rendimento do bônus do Tesouro com 10 anos de prazo caiu 1,853% contra 1,933% na véspera e o papel a 30 anos fechou a 2,904% frente aos 2,980% da véspera.

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