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Volume de dívida de mercados emergentes cai 4% em 2011

Por Da Redação - 2 mar 2012, 16h17

NOVA YORK, 2 Mar (Reuters) – Os volumes de negociações de dívidas em mercados emergentes contraíram em 30 por cento no quarto trimestre, afetados por preocupações sobre transbordamento da crise de dívida europeia e levando a um declínio geral nas atividades em 2011, disse uma associação de indústrias nesta sexta-feira.

Para o ano inteiro, os volumes de negociações de dívidas caíram em 4 por cento para 6,506 trilhões de dólares, uma queda em relação à alta recorde em 2012 de 6,765 trilhões de dólares, disse a EMTA, a associação da indústria de negociação de dívidas de mercados emergentes, numa nota.

Os volumes do quarto trimestre caíram para 1,302 trilhão de dólares ante o mesmo período no ano anterior, disse a EMTA na nota. A queda em negociações ante o trimestre anterior foi de 26 por cento.

“O quarto trimestre de 2011 foi caracterizado por preocupações constantes sobre a Europa, um potencial contágio e alta volatilidade em negociações internacionais e outros mercados globais”, disse Eric Fine, administrador de portfólios do Van Eck Global, na nota da EMTA.

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“O crescimento nos investimentos em mercados de bônus de países emergentes, em relação aos trimestres anteriores, como resultado de suas fortes performances durante a crise de 2008/2009, talvez tenha plantado a semente para uma redução de custos”, disse.

Os volumes de trocas em instrumentos de dívidas em mercados locais caíram 2 por cento em 2011, para 4,641 trilhões de dólares. A dívida local equivaleu a 71 por cento dos volumes de dívida de mercados emergentes reportados.

Instrumentos locais de Hong Kong foram os mais negociados, a 846 bilhões de dólares, seguidos por 704 bilhões de dólares no México, 528 bilhões de dólares no Brasil, 380 bilhões de dólares na África do Sul e 267 bilhões de dólares na Turquia.

Ativos do Brasil foram os terceiros mais negociados, a 722 bilhões de dólares em turnover, uma queda de 25 por cento no ano e 11 por cento em volume total de negociações.

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(Por Daniel Bases)

REUTERS BBF FC

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