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Volkswagen tem venda recorde apesar de escândalo de emissões

Montadora alemã registrou aumento global de 3,8% em 2016 em relação ao ano anterior; resultado pode colocar empresa como líder mundial, à frente da Toyota

Por Da redação - Atualizado em 30 jul 2020, 20h52 - Publicado em 10 jan 2017, 15h50

A Volkswagen alcançou um recorde de vendas globais em 2016 de 10,3 milhões de veículos, incluindo um salto de 12% em dezembro, apesar do escândalo das emissões que balançou a montadora alemã. Os números devem colocar a companhia à frente da rival japonesa Toyota como maior fabricante mundial de automóveis em termos de volume.

O resultado do ano passado representa um crescimento de 3,8% ante 2015, quando foram registradas 9,93 milhões unidades vendidas, segundo  empresa. As vendas da Volkswagen tem se provado firmes apesar do escândalo de emissões de diesel que mergulhou a empresa em uma crise desde que ele veio à tona em setembro de 2015.

A companhia está negociando um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a Agência de Proteção Ambiental americana (EPA, na sigla em inglês) para resolver investigações civis e criminais sobre o caso que pode custar até 4 bilhões de dólares (12,75 bilhões de reais). Fontes que pediram anonimato disseram à agência de notícias Reuters que os anúncios poderiam ocorrer na quarta-feira.

Na segunda-feira, a Volkswagen sofreu um novo revés quando um executivo foi acusado de conspiração para fraudar os Estados Unidos sobre as emissões de diesel e a empresa foi acusada de ocultar o assunto dos reguladores.

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As entregas de dezembro, incluindo as marcas de luxo Audi e Porsche, subiram para 933.300 veículos, contra 834.700 no ano anterior, com aumentos de dois dígitos na China e nos Estados Unidos, compensando as quedas na Alemanha e no Brasil.

Já a Toyota informou no mês passado que espera terminar em 2016 com vendas de 10,09 milhões de veículos, ligeiramente abaixo de uma previsão inicial de 10,11 milhões. A rival japonesa deve comunicar suas entregas de 2016 no início de fevereiro.

(Com Reuters)

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