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Volkswagen negocia indenização de vítimas da ditadura no Brasil

Empresa discute reparações com vítimas e Ministério Público; resultado de investigação independente sobre participação no regime militar sai em dezembro

Por EFE - Atualizado em 1 dez 2017, 16h41 - Publicado em 1 dez 2017, 14h55

O grupo automobilístico alemão Volkswagen, através de sua filial brasileira, está em negociações para indenizar as vítimas da ditadura militar no Brasil, mas ainda não há uma decisão sobre a quantia, segundo disse nesta sexta-feira um porta-voz da montadora na Alemanha.

 

“A Volkswagen reconhece sua responsabilidade moral pelas injustiças ocorridas durante a ditadura militar no Brasil. A Volkswagen do Brasil negocia de forma construtiva com vítimas da ditadura e com o Ministério Público brasileiro”, afirmou. “Nas negociações com as autoridades se trata também uma compensação financeira, mas sobre a quantia de possíveis pagamentos não há ainda nenhuma decisão”, completou a fonte.

Um investigador independente averiguou a responsabilidade do consórcio automobilístico alemão durante a ditadura no Brasil, e os resultados de seu trabalho serão apresentados em meados de dezembro no Brasil com representantes de alta categoria do grupo Volkswagen.

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No fim de fevereiro de 2015, a Comissão da Verdade, que aborda os crimes contra os direitos humanos durante o regime militar, começou a investigar a Volkswagen e outras empresas por suas ligações com os repressores.

Vários ex-funcionários da Volkswagen denunciaram ter sido espionados por seus superiores da empresa alemã por ordem dos militares que governavam o país. Meios de comunicação alemães informaram neste ano sobre suposta colaboração da Volkswagen do Brasil com a ditadura militar no país e também a respeito da investigação na procuradoria.

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