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Via Colinas ostenta uma margem de lucro superior a 50% e vê espaço para mais

Responsável por 307 quilômetros de rodovias no interior de São Paulo, concessionária têm planos ambiciosos para o futuro

Por Marco Damiani Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 ago 2026, 05h30
Via Colinas ostenta uma margem de lucro superior a 50% e vê espaço para mais Priorizar nos meus resultados Google

O grupo Via Appia administra 1 400 quilômetros de estradas nos estados de São Paulo e Minas Gerais por meio de suas três concessionárias. Entre elas, a Via Colinas não opera a malha mais extensa — mas é a mais rentável. A cada ano, mais de 70 milhões de veículos trafegam pelos 307 quilômetros de vias que administra, divididos por trechos de cinco rodovias paulistas que cortam dezessete cidades, incluindo algumas das maiores do estado, como Campinas, Sorocaba, Piracicaba, Jundiaí e Rio Claro. Suas nove praças de pedágio contribuíram, em 2025, para a receita líquida de 2,8 bilhões de reais. O lucro líquido de 1,4 bilhão representa uma escalada de 1 117%% sobre os 115 milhões de reais reportados em 2024. Já a margem de lucro alcançou 51,4%.

O CEO Ramos: “A nossa ambição é alcançar a maior margem de Ebitda do setor”
O CEO Ramos: “A nossa ambição é alcançar a maior margem de Ebitda do setor” (./Divulgação)

Os municípios ligados por suas rodovias apresentam forte perfil industrial e comercial. A importância da Via Colinas para a Via Appia é expressa por um dado indiscutível: a concessionária responde por 80% dos resultados do grupo. Tais números confluíram também para a Via Colinas alcançar o posto de campeã na categoria infraestrutura desta edição especial TOP30 — As Melhores Empresas do Brasil de VEJA NEGÓCIOS

Com uma estrutura robusta, a Colinas atua tendo o foco em sustentabilidade operacional, segurança viária e inovação tecnológica. Em apoio aos usuários, mantém sete postos de atendimento 24 horas por dia e 565 telefones de emergência ao longo de suas pistas — uma média de quase dois por quilômetro administrado. “Garantimos que, caso algo aconteça, nossas equipes estejam preparadas para atender com eficiência, cuidado e foco total na segurança”, diz Alessandro Fernandes, gerente de operações da companhia.

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A frota de veículos de resgate inclui ambulâncias, guinchos leves, pesados e um caminhão boiadeiro, preparado para o transporte de animais encontrados transitando nas vias. No ano passado, o boiadeiro foi acionado 294 vezes.

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A origem do grupo data de 2023, quando a empresa de private equity Starboard Asset fundou a Via Appia para atuar no setor rodoviário. Em março daquele ano, o grupo arrematou o trecho norte do Rodoanel Mário Covas, que circunda a capital paulista. A empresa prevê investir 3,4 bilhões de reais durante os 31 anos da concessão.

Nos anos seguintes, a Via Appia consolidou um portfólio que inclui hoje, além da Via Colinas e do trecho do Rodoanel, as concessionárias Via Tietê, com 701 quilômetros de estradas no interior de São Paulo, e Via Nascentes, que opera 371 quilômetros em Minas Gerais. “Como investidores privados, temos visto um sucesso tremendo na agenda das concessões e privatizações”, afirma Brendon Ramos, presidente da Via Appia e um dos principais sócios da Starboard Asset. “Nossa ambição é ter a maior margem de Ebitda do setor.” Os números da Via Colinas mostram que o grupo já encontrou o caminho para chegar lá.

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Publicado em VEJA, agosto de 2026, edição VEJA Negócios nº 29

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