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Venda interna e exportação de papel encolhem em novembro

Por André Magnabosco

São Paulo – A indústria brasileira de papéis amargou um fraco ritmo de negócios em novembro, de acordo com dados preliminares apresentados hoje pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). As vendas domésticas, de 442 mil toneladas, apresentaram retração de 1,6% em relação a novembro do ano passado. As exportações, por sua vez, encolheram 7,2% em igual base comparativa, para 155 mil toneladas. Na comparação com outubro deste ano, ambos os indicadores encolheram 4,9%.

No acumulado anual, as vendas domésticas têm queda de 1% em relação ao intervalo entre janeiro e novembro de 2010, para 4,815 milhões de toneladas. As exportações caem 0,6% em igual base comparativa, para 1,885 milhão de toneladas.

A receita da indústria brasileira com exportação de papéis, entretanto, cresceu 10,5% no período, para US$ 2,017 bilhões (preço FOB), efeito da recuperação dos preços principalmente nos primeiros meses do ano. O resultado é puxado principalmente pela alta de 19,1% das vendas para a Ásia (exceto China) e de 12% nos negócios latino-americanos.

A produção brasileira em novembro alcançou 836 mil toneladas, com alta de 1,3% ante novembro de 2010 e queda de 1,9% em relação a outubro deste ano. No acumulado de 2011, a produção tem alta de 0,4%, para 9,056 milhões de toneladas. O consumo aparente apresentou expansão de 0,3% em igual acumulado anual, para 8,525 milhões de toneladas.

Importação

A importação de papéis voltou a apresentar forte desaceleração em novembro, tendência que se acentuou nos últimos meses devido ao maior controle à importação de papéis utilizadossob a condição de imunidade de impostos (usados para fins editoriais). As compras externas do mês passado somaram 104 mil toneladas, com retração de 30,7% em relação a igual período de 2010. Na comparação com outubro deste ano, o indicador apresentou retração de 4,6%. Este é o menor volume de importações de papéis em um mês desde abril de 2010 (102 mil toneladas)

Entre janeiro e novembro, o indicador de importações já apresenta retração de 2% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, para 1,354 milhão de toneladas. É a primeira vez no ano que o indicador de importações registra retração no acumulado anual frente a 2010.