Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Varejo paulista perde R$ 10 bi por ano com feiras ilegais

Segundo a Fecomercio-SP, a realização de três feiras itinerantes ilegais por mês impede a criação de 51 mil empregos no varejo formal no ano

As feiras não legalizadas que acontecem no Estado de São Paulo podem movimentar, em média, cerca de 282 milhões de reais por dia, o equivalente ao faturamento diário do comércio formal dos setores de vestuário, tecidos, calçados, eletrodomésticos, eletrônicos, lojas de departamento, móveis e artigos de decoração – os mais afetados pela informalidade. Segundo dados da FecomercioSP, caso elas ocorram três vezes por mês, frequência mais comum atualmente, o faturamento pode chegar a 10 bilhões de reais ao final de um ano – ou 10% do faturamento do comércio formal das atividades mais impactadas.

Segundo a Federação, normalmente, as feiras itinerantes ilegais são realizadas aos finais de semana e antes de datas comemorativas, ou seja, períodos de maior movimento no varejo formal. Com a diminuição do faturamento, o comércio regular desacelera seu crescimento e diminui o potencial de criação de vagas de emprego. Com isso, ainda de acordo com a FecomercioSP, durante um ano, 51 mil empregos formais deixam de ser criados no varejo.

Leia também:

Confiança do comércio tem maior nível desde maio de 2015, diz FGV

Para os economistas da entidade, um dos motivos que levam os consumidores às feiras ilegais são os preços mais baixos, pois, muitas vezes, os produtos são oriundos de cargas roubadas ou que simplesmente não recolhem ICMS, impactando negativamente, assim, os cofres públicos.

“Considerando as duas primeiras faixas da tabela do Simples Nacional, segundo as quais as micro e pequenas empresas recolhem 4% (companhias com faturamento de até R$ 180 mil reais) ou 5,47% (para faturamento até 360 mil reais), se os comerciantes das feiras ilegais fossem microempreendedores pagariam anualmente de 407 milhões a 505 milhões de reais em impostos, respectivamente (considerando que as feiras ocorram três vezes por mês ao longo de um ano)”, diz a entidade, em nota.

(Da redação)