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Valorização do real não alivia inflação e BC eleva estimativa para 7,1%

O câmbio mais baixo não deve ser suficiente para diminuir a pressão sobre os preços, já que as commodities estão mais caras no mercado internacional

Por Luana Zanobia Atualizado em 24 mar 2022, 17h24 - Publicado em 24 mar 2022, 15h15

Apesar da valorização do real frente ao dólar gerar expectativa nos brasileiros de um arrefecimento na inflação, o recente alívio no câmbio não deve ser suficiente para diminuir a pressão sobre os preços. O alerta foi dado nesta quinta-feira, 24, pelo Banco Central, que elevou a estimativa de inflação de 4,7% para 7,1%.

Segundo a autoridade monetária, a elevação dos preços de commodities e dos preços de produtos importados – especialmente desde a escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia −, embora atenuada pela recente apreciação do real, provoca um novo choque de oferta na economia doméstica, com impacto altista sobre a inflação e negativo sobre a atividade econômica no curto prazo.

A moeda brasileira apreciou 13,5%, mas segundo o BC isso ameniza parcialmente o crescimento do preço das commodities. “Os gargalos nas cadeias produtivas globais ainda têm pressionado os índices de inflação e tendem a se agravar com o conflito entre Rússia e Ucrânia”, aponta o relatório de inflação, divulgado nesta quinta-feira. A autoridade atribui parte significativa da inflação aos preços do petróleo e dos alimentos. Em um cenário alternativo, sem maiores pressões no preço do petróleo com o barril a 100 dólares, o BC estima uma inflação menor, de 6,4% ao final do ano.

O mercado também ainda não está absorvendo essas quedas do dólar em suas projeções. No boletim Focus, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) segue em sua décima semana consecutiva com projeções de alta, e já saltou de 5,56% para 6,59%. O BC também aumentou a probabilidade para 88% a 97% de a inflação ficar acima do teto em 2022, e zerou as possibilidades de ancorar as expectativas dentro da meta.

Embora o câmbio tenha caído nas últimas semanas para o patamar abaixo de 5 reais, o mercado segue projetando um dólar a 5,30 reais ao final do ano. Para os especialistas, o movimento recente de queda da moeda americana no Brasil também não deve surtir grandes efeitos na inflação. Porém, se o câmbio se mantiver nos patamares abaixo de 5 reais até o fim do ano, a inflação pode, sim, ter uma leve descompressão, em especial, nas importações, como as de petróleo.

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