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Valor de mercado da OGX cai 62,79% neste ano, mostra consultoria

Empresa de Eike Batista perdeu 8,9 bilhões de reais até 10 de maio. A maior queda nominal foi a da Vale, com recuo de 42 bilhões de reais desde janeiro

Por Da Redação - 13 Maio 2013, 17h08

Entre as companhias brasileiras de capital aberto – aquelas com ações listadas na bolsa de valores -, a OGX, do empresário Eike Batista, teve a maior queda porcentual em valor de mercado neste ano: 62,79% até 10 de maio deste ano. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pela consultoria Economatica nesta segunda-feira.

O valor de mercado da empresa petrolífera de Eike Batista caiu de 14,174 bilhões de reais em 31 de dezembro de 2012 para 5,275 bilhões de reais em 10 de maio de 2013. A segunda maior desvalorização em termos porcentuais foi a da Oi, com queda de 44%, para 7,884 bilhões de reais. A terceira colocada é a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com recuo de 38,53%, para 10,629 bilhões de reais.

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A empresa com maior queda nominal no valor de mercado em 2013 é a Vale, com perda de 42 bilhões de reais (-19,56%) – agora, o valor da empresa é de 173,03 bilhões de reais. Além de ter a maior queda porcentual, a OGX teve a segunda maior queda nominal: 8,9 bilhões de reais. As empresas com as maiores quedas no valor de mercado são, em sua maioria, dos segmentos de siderurgia, metalurgia e mineração.

Porcentualmente, a maior valorização foi da Braskem, com alta de 33,92%, para 11,711 bilhões de reais, seguida por Embraer (+24,99%, para 13,119 bilhões de reais), e Pão de Açúcar (+21,38%, para 28,909 bilhões de reais). Entre as maiores altas nominais, os destaques foram Itaú Unibanco, com aumento de 10,182 bilhões de reais (+6,99%) em valor de mercado, e Bradesco, com crescimento de 9,897 bilhões de reais (+7,50%). A lista também conta com empresas de telecomunicações, alimentação e varejo.

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Ainda de acordo com o estudo da consultoria, o valor de mercado das 300 companhias de capital aberto caiu 1,44% neste ano. Juntas, elas valem 2,330 trilhões de reais.

O setor com maior porcentual de queda de valor de mercado é o de siderurgia e metalurgia, com recuo de 26,11%, seguido pelo de mineração, com queda de 19,5%. Já o segmento com a maior alta porcentual no valor de mercado é o de eletroeletrônicos, com valorização de 22,13%. Em segundo lugar, vem o setor químico, com alta de 20,94%.

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