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Vale venderá supernavios se puder arrendá-los

Por Da Redação 20 dez 2011, 16h55

Por Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO, 20 Dez (Reuters) – A mineradora Vale poderá vender os supernavios que encomendou na Ásia sob a condição de fechar contratos com os compradores para arrendar estas mesmas embarcações.

A companhia manterá a estratégia de fugir dos elevados preços à vista de frete no mercado internacional, garantindo contratos de longo prazo para transporte de minério, disse nesta terça-feira o diretor executivo de Ferrosos e Estratégia da Vale, José Carlos Martins.

O executivo reiterou que a Vale prefere contratos de longo prazo para transporte a ter uma frota própria.

“Só partimos para construir esses navios quando não conseguimos a opção do armador”, afirmou a jornalistas durante teleconferência.

Nunca houve intenção, por parte da Vale, de ser dona de navios e a possibilidade de vender as embarcações sempre existiu, acrescentou.

A Vale já possui contratos de arrendamento para um total de 16 navios gigantes, conhecidos no mercado como Valemax.

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Outros 19 navios gigantes foram encomendados para serem inicialmente da própria Vale, num total de 35 embarcações do mesmo porte.

Dos que a Vale decidiu construir diretamente, 12 serão construídos na China e outros sete na Coreia.

As encomendas integram a estratégia da Vale para reduzir custos de frete no mercado internacional, considerando que a maior parte do minério que exporta do Brasil tem a Ásia como destino – e a distância é uma desvantagem em relação a suas concorrentes.

A estratégia de substituir navios contratados no spot por embarcações próprias ou contratadas no longo prazo foi iniciada há alguns anos pelo ex-presidente Roger Agnelli, quando os valores começaram a afetar a competitividade da companhia.

O presidente atual da Vale, Murilo Ferreira, admitiu a possibilidade de vender as embarcações depois que a China, o principal destino do minério da Vale, começou a impedir a entrada dos navios em seus portos.

Oficialmente, o país alegava que o tamanho das embarcações poderia causar algum dano ao país, mas o mercado avalia que a China não abre mão do controle do mercado de transporte no seu território.

Como alternativa, Martins afirmou que a Vale poderá aportar em portos de países vizinhos, como a Malásia, onde a companhia investe em operações portuárias.

A Vale pode começar a operar um centro de distribuição de minério de ferro nas Filipinas no começo do próximo ano, dois anos antes em relação a uma unidade similar na Malásia, segundo uma fonte disse à Reuters.

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