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Vale registra maior prejuízo trimestral da história

Perda de 2,6 bilhões de dólares no quarto trimestre já era esperada pelos analistas, mas prejudicou o lucro anual da mineradora - queda de 76% em 12 meses

Por Da Redação 27 fev 2013, 19h35

O ano de 2012 foi desafiador para a economia global, mas para a segunda maior mineradora do mundo parece ter sido um ano ainda pior. A Vale teve prejuízo de 2,65 bilhões de dólares no quarto trimestre de 2012, ante lucro de mais de 4,67 bilhões de dólares no mesmo período do ano anterior. É o primeiro prejuízo trimestral registrado pela empresa em 10 anos e, segundo a Economática, o maior prejuízo na história da companhia. No terceiro trimestre de 2002, o prejuízo havia sido de 150 milhões de dólares.

A principal explicação para o resultado negativo no último trimestre do ano passado está em baixas contábeis superiores a 4 bilhões de dólares feitas pela Vale no balanço trimestral, referentes à reavaliação das operações de níquel de Onça Puma, no Pará, e de ativos de alumínio. Além disso, pesaram sobre o resultado outros arranjos contábeis no trimestre, caso de acordos prévios com o governo de Minas Gerais e da Suíça. Os analistas do mercado financeiro já esperavam um resultado ruim da companhia.

O fraco balanço do quarto trimestre pressionou o resultado de 2012, e a Vale encerrou o ano com lucro de 5,51 bilhões de dólares, cifra 76% inferior ao patamar recorde (22,88 bilhões de dólares) no ano anterior. É o pior resultado anual da Vale desde 2009 quando, pressionada pelos efeitos da crise econômica mundial, a empresa lucrou 5,35 bilhões de dólares.

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Além das incertezas globais que prejudicaram a empresa pelo segundo ano consecutivo, a Vale culpa a queda dos preços de minérios e metais, com exceção do ouro, como fatores decisivos para o resultado anual. Os preços do minério de ferro se tornaram muito mais voláteis, especialmente no terceiro trimestre do ano.

A queda da receita da Vale só não foi maior porque a companhia manteve patamares praticamente estáveis de produção de minério na comparação anual, com variação negativa de apenas 0,8% em relação a 2011.

(Com agência Reuters e Estadão Conteúdo)

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