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Vale nega ter discutido possível saída de Agnelli

Boatos sobre a substituição do diretor-presidente da companhia surgiram após uma declaração dele na Zâmbia

Agnelli está no comando da Vale desde 2001 e enfrentou conflitos com o governo durante a crise econômica entre 2008 e 2009

A mineradora brasileira Vale comunicou ao mercado financeiro nesta terça-feira que seus acionistas controladores “jamais” discutiram uma suposta substituição do diretor-presidente da companhia, Roger Agnelli. Em nota, a empresa anunciou que o assunto não fez parte da pauta do conselho de administração.

A companhia informa que as “especulações da imprensa” sobre o assunto “não retratam a posição dos acionistas controladores da empresa”. Os rumores sobre uma possível saída de Agnelli do comando da maior produtora mundial de minério de ferro ganharam força após o próprio executivo declarar na Zâmbia, onde foi inaugurar um projeto de cobre em meados de outubro, que membros do partido do governo, o PT, estariam de olho em cargos na empresa.

“Existem muitas pessoas procurando uma vaga na empresa, e geralmente essas pessoas são do PT”, teria dito o executivo no dia 14, segundo jornais. Agnelli está no comando da Vale desde 2001 e enfrentou conflitos com o governo durante a crise econômica entre 2008 e 2009, por causa de demissões efetuadas pela companhia. O governo cobra da empresa investimentos em siderúrgicas para agregar valor ao minério de ferro.

A Vale é controlada pela Valepar, empresa composta pela Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que detém 49% do controle; Bradespar, com 21,21%; Mitsui, com 18,24%, e BNDESPar, com 11,51%. O fundo de pensão Eletron tem 0,03% das ações.

(com Reuters)