Vale deve lucrar US$ 3 bilhões no 1° trimestre, estimam analistas
Projeção é feita após empresa divulgar relatório de produção e vendas do ciclo de janeiro a março de 2026
A Vale pode registrar lucro de cerca de 2,9 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, segundo analistas ouvidos por VEJA nesta sexta-feira, 17. Na véspera, a companhia divulgou seu relatório de produção e vendas.
A mineradora produziu 69,6 milhões de toneladas de minério de ferro no período, alta de 3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A produção costuma ser mais fraca no início do ano por causa das chuvas, que provocam paradas operacionais. Ainda assim, a Genial Investimentos destaca que o volume ficou 1% acima do esperado, sustentado pelo desempenho das minas de Capanema (MG) e VGR1 (MG).
O preço médio do minério de ferro foi de 95,80 dólares por tonelada, avanço de 5% na mesma base de comparação. Segundo a Genial, o resultado reflete um mercado disposto a pagar mais por produtos com menor teor de alumina, além da estratégia da companhia de priorizar um portfólio com teor médio (blend). Esse efeito positivo, porém, foi parcialmente compensado por ajustes de preços referentes a períodos anteriores.
Para os analistas do Banco Safra, a Vale vendeu mais pelotas e cobre, e o preço do cobre também superou as expectativas. Por outro lado, houve queda nos embarques de minério de ferro, enquanto os preços realizados de pelotas e níquel vieram abaixo do previsto, o que limitou o desempenho geral.
A produção de cobre somou 102,3 mil toneladas no trimestre, alta de 12,5% na comparação anual. As vendas do metal atingiram 91,2 mil toneladas, avanço de 11,4%.
Diante desses números, o Safra estima que a empresa deve reportar uma capacidade de geração de caixa, conhecida como Ebitda, de 4,1 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2026. Já a Genial estima Ebitda de 4 bilhões de dólares e lucro de 2,87 bilhões de dólares, o que representaria alta de 105% em relação ao mesmo período do ano passado.
“O lucro deve ser favorecido por preços realizados mais elevados e pelo aumento dos volumes de cobre e níquel, além da normalização do resultado financeiro”, afirmam os analistas da Genial.







