Usinas siderúrgicas tentam evitar cortes na produção

Por Da Redação - 25 out 2011, 10h26

Por Fernanda Guimarães

São Paulo – As usinas siderúrgicas em todo o mundo estão tentando ganhar market share para não terem de abrir mão de parte da produção. De acordo com o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, as companhias estão se aproveitando do preço do minério de ferro mais barato, que chegou ontem a US$ 138,5 a tonelada, para reduzirem o preço do aço, com o intuito de brigar por uma participação maior nos mercados. “Com os custos um pouco menores, as empresas estão diminuindo preços antes de decidirem fechar capacidade”, disse o executivo. Com isso, a expectativa é de que a ociosidade do setor siderúrgico em todo o mundo siga elevada.

De acordo com o presidente do Inda, o custo de produção da tonelada do aço caiu aproximadamente US$ 64 devido à redução em US$ 40 da tonelada do minério registrada nas últimas semanas. Do lado da distribuição, Loureiro afirmou que as margens, que estão comprimidas desde o ano passado, devem melhorar com o ajuste de estoques da rede, fato que é aguardado para novembro. O nível de estoques considerado ideal para o setor é um giro de 2,5 meses. Em setembro, esse giro ficou em 2,7 meses.”Com os estoques ajustados, as margens melhoram e as compras da distribuição ficam iguais às vendas”, disse.

O presidente do Inda afirmou que, com os estoques caindo e as margens melhorando, os preços da distribuição registraram, em média, leve alta de 2% em outubro em relação a setembro. No entanto, o executivo não vê um cenário para novas altas até o fim do ano. “Esse aumento em outubro foi fruto de uma melhora nas margens”, disse. Ele afirmou ainda que a expectativa é de que de as importações de aço nos meses de novembro, dezembro e janeiro recuem. Entre as razões, Loureiro apontou a volatilidade do dólar e dos mercados financeiros.

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