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Usiminas volta ao prejuízo, com saldo negativo de R$ 24 mi no 3º tri

Desvalorização cambial e resultado operacional abaixo do esperado prejudicaram resultados da siderúrgica entre julho e setembro

Por Da Redação - 29 out 2014, 08h35

A Usiminas apresentou um prejuízo líquido de 24 milhões de reais no terceiro trimestre, revertendo o resultado positivo de 114,6 milhões de reais apurados no mesmo trimestre do ano passado. O desempenho da empresa foi impactado pela desvalorização cambial e por um resultado operacional abaixo do esperado.

A maior produtora de aços planos do Brasil também registrou queda anual de 34% na geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, para 357 milhões de reais. A margem no período caiu de 17% para 12%. Analistas esperavam, em média, um resultado superior: 398,4 milhões de reais de Ebitda e margem de 13,5%.

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A Usiminas, cujos controladores Nippon Steel e Ternium travam uma guerra pelo comando da empresa, reduziu as vendas de aço no período em 10,5%, para 1,4 milhão de toneladas. Já as vendas de minério de ferro recuaram 32%, para 1,238 milhão de toneladas.

Com isso, a receita líquida caiu 9%, para 2,91 bilhões de reais, pressionada não só pela queda na produção de aço e minério, mas pelo recuo nos preços desta commodity, que até agora vem sendo um dos principais focos de investimento do grupo.

“A economia mundial está crescendo em um ritmo mais lento do que o esperado para 2014 (…) A atividade econômica no Brasil apresenta um fraco crescimento desde o começo de 2014”, afirmou a Usiminas no balanço. “A indústria seguiu em dificuldades diante do enfraquecimento do consumo, baixo investimento, acúmulo de estoques e baixa confiança dos empresários e consumidores”, acrescentou a companhia.

Controle – O conflito societário envolve as duas principais controladoras da Usiminas – Ternium e Nippon Steel – ainda está longe de ser resolvido. O principal motivo da queda de braço entre as controladoras foi o fato de que, em setembro, três executivos indicados pela Ternium foram destituídos de seus cargos: o diretor-presidente (Julián Eguren), o vice-presidente de subsidiárias (Paolo Bassetti), e o vice-presidente industrial (Marcelo Charas). Roberto Caiuby, presidente de negócios do grupo Technit, que controla a Ternium, chegou a afirmar que sócia japonesa aplicou um “golpe” ao votar pelo afastamento de executivos indicados pelo grupo ítalo-argentino, rompendo com o acordo de acionistas.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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