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Usiminas desativa parte da usina de Cubatão e deve demitir 4 mil

Anúncio da desativação foi feito logo após a divulgação de um prejuízo de R$ 1,04 bilhão no terceiro trimestre

A siderúrgica Usiminas vai desativar temporariamente parte de sua usina de Cubatão (ex-Cosipa), na Baixada Santista (SP). Com isso, segundo a empresa, deverão ser fechados 4 mil postos de trabalho, entre funcionários e prestadores de serviço terceirizados. O Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista estima que o número de demitidos chegue a 8 mil.

O anúncio da desativação foi feito logo após a divulgação do resultado do terceiro trimestre: um prejuízo de 1,04 bilhão. Além de estar muito endividada, a Usiminas enfrenta a crise do mercado de aço no Brasil e uma acirrada disputa entre seus principais sócios.

Para enfrentar a crise, a companhia desligou, há cinco meses, dois altos-fornos – um na usina de Cubatão e outro na de Ipatinga (MG) -, mas não foi suficiente. Ontem, a empresa informou que desligará mais um alto-forno em Cubatão, o que deve levar à paralisação da maior parte da usina.

A usina de Cubatão vai se concentrar nas áreas de laminação e terminal portuário. A empresa avalia como suprirá essas linhas com placas, que serão laminadas. Essas placas devem vir de Ipatinga ou compradas da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico, localizada no Rio).

A situação da Usiminas é considerada delicada e reflete a fragilidade do setor siderúrgico no país, com baixa demanda, excedente de produção e concorrência com importação.

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(Com Estadão Conteúdo)