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União Europeia tenta acelerar planos de combate à crise

Líderes da Eurozona tentarão acelerar o passo no combate à crise através de medidas como uma maior união fiscal entre seus sócios, a ampliação do fundo de resgate e sanções automáticas, que são os principais pontos a serem discutidos na reunião europeia que será iniciada nesta quinta-feira.

“Precisamos de decisões contundentes e aceitáveis para os cidadãos e os mercados”, disse um porta-voz comunitário.

Sob a máxima pressão dos mercados, os líderes dos 27 países europeus se reúnem na quinta-feira às 19H30 (18H30 GMT) dando início a uma reunião que pode ser estendida até o fim de semana.

As propostas a serem analisadas pelos europeus incluem uma reforma do Tratado de Lisboa e um endurecimento do regime de disciplina fiscal, mas a grande aposta será o estabelecimento de um fundo de resgate permanente, para evitar o contágio da crise da dívida aos países mais ameaçados, entre eles Itália e Espanha, terceira e quarta economias da união monetária.

“O que importa aos mercados é uma mudança dos tratados, já que todo o resto é um processo que pode levar muito tempo”, disse uma fonte europeia próxima às negociações.

O tempo, no entanto, é curto e os europeus estão sob enorme pressão para realizar anúncios conclusivos antes do final do ano.

Uma das ideias estudadas pela Comissão Europeia é que o chamado Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), previsto para substituir o fundo de resgate europeu, tenha as características de uma instituição de crédito, o que lhe permitiria receber fundos do Banco Central Europeu (BCE).

Com esta proposta, a UE pretende reanimar uma economia estagnada pela falta de liquidez e de crédito. O plano inclui também modificações do MEDE como o aumento de sua capacidade para acima do limite de 500 bilhões de euros.

A CE aspira a que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), dotado de uma capacidade de intervenção de 440 bilhões, continue em funcionamento, em paralelo com o MEDE, até ao menos 2013. Dessa maneira, se multiplicariam os recursos. A Alemanha, no entanto, rejeita essa ideia de maneira veemente, conforme afirmou um diplomata, já que isso implicaria num aumento do volume de dinheiro que o país teria que oferecer como garantia.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, propõem uma regra de ouro, que traria sanções automáticas aos países da Eurozona que apresentassem déficits superiores a 3% do PIB.

Essa medida, no entanto, exigiria mudanças nos tratados, o que segundo economistas é um processo que levaria muito tempo.