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“Uma guerra comercial não interessa ao Brasil”, diz FIEMG sobre retaliação ao tarifaço

A entidade lembra que a legislação já havia sido acionada em 2025, mas que o país optou por outro caminho

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 ago 2026, 13h58
“Uma guerra comercial não interessa ao Brasil”, diz FIEMG sobre retaliação ao tarifaço Priorizar nos meus resultados Google

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) afirmou que uma guerra comercial não interessa nem ao Brasil nem aos Estados Unidos e que a saída mais segura e eficaz seria um entendimento entre os dois países. As declarações foram feitas em nota enviada à imprensa nesta sexta-feira, 14.

Na quinta-feira, 13, o governo comunicou a Washington que iniciou consultas para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, mecanismo que permite ao país responder a medidas comerciais consideradas prejudiciais. Ainda não há, porém, uma decisão sobre quais contramedidas poderão ser adotadas.

“O momento exige firmeza na defesa dos interesses brasileiros, mas também responsabilidade para impedir que a disputa comercial avance para uma escalada de retaliações que trará prejuízos à indústria, aos investimentos e aos empregos”, diz a FIEMG.

A entidade lembra que a legislação já havia sido acionada em 2025. Na ocasião, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) analisou o caso, e o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) reconheceu formalmente seu enquadramento na Lei da Reciprocidade.

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“No entanto, diante do avanço das tratativas bilaterais, o governo optou por priorizar as consultas diplomáticas antes de definir contramedidas. Com isso, nenhuma tarifa foi aplicada”, aponta a entidade.

Segundo a FIEMG, o Brasil dispõe de instrumentos legítimos para defender seus interesses e deve utilizá-los de forma estratégica. Qualquer eventual contramedida, porém, precisa ser cuidadosamente calibrada.

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“Retaliar importações de insumos, máquinas, equipamentos e tecnologias utilizados pela própria indústria brasileira pode aumentar custos de produção, reduzir competitividade e fazer com que o país pague duas vezes pela mesma disputa”, diz a nota.

Um estudo realizado pela FIEMG em 2025 estimou que, em um cenário hipotético de sobretaxa recíproca de 50% sobre as importações dos Estados Unidos, a perda para o PIB brasileiro poderia chegar a 259 bilhões de reais, equivalente a 2,21% do PIB.

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Essa estimativa, no entanto, não se aplica diretamente ao cenário atual. A tarifa americana em vigor sobre produtos brasileiros soma 37,5%, resultado de uma sobretaxa de 12,5% relacionada ao trabalho e de uma tarifa adicional de 25% aplicada com base na Seção 301.

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