Um alívio econômico para Lula na nova pesquisa BTG/Nexus
No programa Mercado, economista-chefe da Fórum Investimentos afirma que queda nos preços dos alimentos ajuda a explicar melhora na percepção da economia
A melhora da percepção da economia registrada pela pesquisa BTG Nexus tem relação direta com fatores que afetam o dia a dia da população, especialmente a desaceleração da inflação dos alimentos e a manutenção do mercado de trabalho aquecido. A avaliação é de Bruno Perri, economista-chefe da Fórum Investimentos, durante entrevista ao programa Mercado, apresentado por Laísa Dall’Agnol (este texto é um resumo do vídeo acima).
O levantamento mostra que aumentou o percentual de brasileiros que consideram a economia melhor do que na gestão anterior, enquanto diminuiu a parcela dos que avaliam que a situação econômica piorou. A mesma pesquisa também aponta ampliação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial. Para Perri, os dois movimentos dialogam entre si.
Qual foi o principal fator para essa mudança de percepção?
Segundo o economista, embora a inflação permaneça acima da meta, sua desaceleração recente produziu efeitos perceptíveis para as famílias, sobretudo no supermercado. “Dentro dessa desaceleração, teve um componente muito sensível para o bolso do trabalhador, que são os preços dos alimentos.”
Na avaliação dele, o desempenho do mercado de trabalho reforça essa percepção positiva da economia. Embora indicadores mostrem desaceleração na criação de vagas formais, o economista ressaltou que isso não significa perda de empregos. “Uma desaceleração na geração de vagas é diferente de destruição de postos de trabalho.”
Segundo ele, o país continua apresentando desemprego em níveis reduzidos e crescimento dos salários reais, combinação que contribui para fortalecer a confiança dos consumidores.
Como a economia influencia a aprovação do governo?
Ao analisar os resultados da pesquisa, Perri afirmou que existe uma relação histórica entre indicadores econômicos e avaliação presidencial. Segundo o economista, a combinação entre inflação em desaceleração e desemprego baixo ajuda a explicar a redução gradual da rejeição ao governo observada em diferentes levantamentos. Na avaliação dele, esse movimento aparece de forma clara na pesquisa BTG Nexus.
Apesar dos sinais positivos, o economista ponderou que parte dos brasileiros ainda enfrenta dificuldades financeiras que limitam uma recuperação mais expressiva da confiança na economia. O elevado endividamento das famílias e o patamar dos juros continuam reduzindo o impacto positivo da melhora dos indicadores macroeconômicos. “Talvez a rejeição do presidente fosse até menor se esse ambiente econômico de desemprego bastante baixo e inflação desacelerando estivesse chegando ainda mais à percepção econômica do consumidor.”
Para o economista, esses fatores ajudam a explicar por que a melhora registrada nas pesquisas ocorre de forma gradual, mesmo diante da desaceleração da inflação e da resiliência do mercado de trabalho.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Mercado (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







