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UE quer dar uma resposta contundente à crise na reunião de domingo

Por arne dedert - 18 out 2011, 14h14

A Comissão Europeia insistiu nesta terça-feira na necessidade de dar uma resposta rápida e contundente à crise da dívida durante a reunião europeia de domingo, em uma clara alusão às declarações da Alemanha, que reduziu as expectativas sobre o que pode ser esperado da reunião.

“Já não é possível dar uma resposta parcial. Devemos dar uma resposta contundente” para resolver a crise da dívida, afirmou nesta terça-feira Amadeu Altafaj, porta-voz do Comissário para Assuntos Econômicos, Olli Rehn, durante uma coletiva de imprensa em Bruxelas.

“Mesmo que não possamos encontrar uma solução definitiva para a Grécia, podemos colocar as barreiras necessárias para impedir o contágio da crise”, disse. Nesse sentido, “não podemos deixar os bancos de lado”, disse.

“Todos esses elementos estão interconectados e são absolutamente necessários”, disse o porta-voz de Rehn. A ideia é que Bruxelas “dê uma resposta completa o quanto antes”.

Altafaj recordou que o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, definiu uma lista de prioridades para a reunião de 23 de outubro, principalmente sobre a recapitalização do banco e a otimização do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (Feef).

As expectativas crescem sobre a reunião de domingo para tentar buscar uma solução que ponha, de uma vez por todas, fim à crise da dívida soberana na Eurozona, que ameaça voltar a trazer a possibilidade de recessão para a economia mundial.

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Esta semana, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, advertiu que a reunião não proporcionará uma solução definitiva para a crise.

“O sonho de ver o final da crise a partir de segunda-feira não poderá tornar-se uma realidade”, advertiu também o porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, Steffan Seibert.

Com isso, as principais bolsas europeias terminaram a sessão desta terça-feira em queda, com o mercado voltando a duvidar da capacidade da Europa para sair da crise.

O índice Footsie-100 da Bolsa de Londres perdeu 0,49%, fechando aos 5.410,35 pontos.

A Bolsa de Paris também recuou, com o mercado inseguro devido à advertência da agência de classificação Moody’s, que colocou sob vigilância a nota soberana da França. O índice CAC 40 perdeu 24,96 pontos, 0,79%, fechando aos 3.141,1 pontos.

Já o DAX da Bolsa de Frankfurt registrou alta de 0,31%, aos 5.877,41 pontos, mesmo com uma série de notícias ruins sobre a economia alemã, e aproveitando-se paradoxalmente da preocupação dos investidores sobre a nota financeira da França.

O Ibex 35 da Bolsa de Madri perdeu 0,60%, aos 8.811,3 pontos.

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