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UE prevê crescimento moderado a curto prazo, mas não recessão

Enquanto o presidente Barroso defende o euro e a solidez econômica do bloco, S&P desconfia dos eurobônus

Por Da Redação 5 set 2011, 09h25

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, afirmou nesta segunda-feira na Austrália que não prevê uma recessão na Europa nos próximos meses, e sim um crescimento “modesto”. “Não prevemos uma recessão na Europa. A última previsão da Comissão Europeia mostra que teremos crescimento, mas um crescimento modesto”, disse Barroso.

Na semana passada, a agência de classificação financeira Standard and Poor’s afirmou que a desaceleração do crescimento no segundo trimestre torna mais provável uma nova recessão na Europa, mas destacou que não espera este cenário a curto prazo e que para 2011 prevê um crescimento moderado.

A agência reduziu a previsio de crescimento na Eurozona em 2011, a 1,7%, contra 1,9% previsto até então. Para 2012 prevê 1,5% de crescimento, ao invés de 1,8%.

Na Austrália, Barroso defendeu a União Europeia (UE) e o euro. “Quero ser muito claro neste ponto: a UE e o euro são fortes e sólidos”, declarou. “Estamos fazendo todo o necessário”, completou Barroso, citando os problemas fiscais, a governança da Eurozona e a regulamentação financeira.

Em um comunicado conjunto, Barroso e a primeira-ministra australiana, Julia Gillard, afirmam que estão comprometidos com o reforço da cooperação econômica nos fóruns internacionais, antes da reunião de cúpula do G20 de novembro em Cannes (França). O texto afirma que ambos querem contribuir para um “crescimento forte, sustentável e equilibrado”.

Eurobônus em xeque – Enquanto Barroso defende o euro e luta contra a pressão para que se crie o título da dívida europeia, o eurobônus, a agência de classificação Standard and Poor’s ameaçou qualificar com a nota de especulativos os eventuais papéis, segundo o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) desta segunda-feira.

“Se tivermos um título europeu garantido 27% pela Alemanha, 20% pela França e 2% pela Grécia, a nota seria então CC, a mesma da dívida da Grécia”, declarou o responsável pela divisão de classificação para a Europa, Moritz Krämer, em uma conferência na Áustria neste fim de semana, segundo o jornal.

Este raciocínio se aplica caso os Estados da zona do euro garantam os títulos, que são alvo de discussões no seio da União Europeia, como uma forma de enfrentar a crise da dívida de alguns países, embora não conte com uma posição unânime. “Talvez possam se estruturar de maneira diferente”, sugere Krämer, acrescentando que não é função das agências de classificação ajudar a estruturar estes produtos, segundo o jornal.

(Com Agência France-Presse)

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