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UE pressiona Itália por reformas durante cúpula sobre crise

Por Da Redação - 23 out 2011, 08h57

Por Jan Strupczewski e Julien Toyer

BRUXELAS (Reuters) – Os líderes da União Europeia aumentaram a pressão neste domingo para que a Itália acelere reformas econômicas e consiga evitar uma crise no estilo da Grécia.

O bloco dava início a uma cúpula crucial de duas partes, convocada para salvar a zona do euro do aprofundamento da crise de dívida soberana.

O objetivo é concordar até quarta-feira sobre como reduzir o montante de dívida da Grécia, fortalecer os bancos europeus, melhorar a governança econômica na área do euro e maximizar o poder do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF), para impedir que economias maiores sejam contagiadas pela crise.

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Antes que os 27 líderes começassem negociações sobre um plano abrangente para amenizar a crise, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, fizeram uma reunião privada com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, segundo autoridades da região.

Diplomatas disseram que eles queriam intensificar a pressão para que Roma implemente reformas estruturais no mercado de trabalho e no sistema previdenciário para ampliar o potencial de crescimento econômico do país e tranquilizar os investidores preocupados com a enorme proporção de endividamento do Estado, que só é menor que a da Grécia.

Uma fonte do governo alemão disse que Merkel e Sarkozy ressaltaram “a necessidade urgente de medidas críveis e concretas de reforma nos Estados da área do euro”, sem as quais quaisquer medidas coletivas da UE seriam insuficientes.

Merkel advertiu, em discurso no sábado, que se a dívida da Itália continuar em 120 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), “então não importará quão grande seja o muro protetor, porque não irá ajudá-los a reconquistar a confiança dos mercados.”

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Neste domingo, chegando para as reuniões da cúpula da UE, a líder da maior economia da Europa minimizou expectativas de um grande progresso, dizendo a repórteres que decisões só serão tomadas na quarta-feira.

Antes deste dia, Merkel precisa garantir apoio parlamentar na sua fragmentada coalizão de centro-direita em Berlim para medidas impopulares de salvamento da zona do euro.

EMPRÉSTIMO À GRÉCIA

Os ministros das Finanças fizeram progresso em reuniões preparatórias na sexta-feira e no sábado, concordando em liberar um empréstimo emergencial de 8 bilhões de euros para a Grécia e buscar um desconto maior na dívida grega para investidores privados.

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Eles também concordaram em princípio sobre uma estrutura para recapitalizar os bancos europeus. Reguladores bancários disseram que custará pouco mais de 100 bilhões de euros para ajudá-los a suportar prejuízos em bônus soberanos, embora alguns detalhes continuem sendo disputados.

Sarkozy, que discordou fortemente de Merkel na semana passada, pressionando para colocar o Banco Central Europeu (BCE) na linha de frente do combate à crise, disse após outro encontro com a chanceler, no sábado, que espera um avanço até o meio da semana.

“Entre agora e quarta-feira uma solução precisa ser encontrada, uma solução ambiciosa, uma solução definitiva”, afirmou Sarkozy. “Não há outra escolha.”

(Reportagem adicional de Andreas Rinke, John O’Donnell, Harry Papachristou e Illona Wissenbach)

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