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UE nega ações diferentes com relação a países descumpridores do déficit

Por Por María Lorente 13 mar 2012, 15h43

A União Europeia (UE) negou nesta terça-feira que esteja dando tratamentos diferentes à Espanha e Hungria, os dois países que descumpriram a meta de déficit exigida.

A UE tem sido acusada de mostrar flexibilidade com relação à Espanha e dureza com relação à Hungria, que foi sancionada nesta terça-feira.

“Não se pode comparar, pois são casos diferentes”, disse o comissário europeu para Assuntos Monetários, Olli Rehn.

Os ministros de Finanças da UE aprovaram por ampla maioria uma sanção à Hungria, bloqueando uma ajuda de cerca de 500 milhões de euros em fundos de coesão, ante a incapacidade de Budapest em cumprir com o Pacto de Estabilidade e Crescimento europeu, que estabelece um teto do déficit público a 3% do PIB.

Contudo, a Eurozona aceitou na segunda-feira flexibilizar a meta de déficit da Espanha este ano, mas sob a condição de que o país reduzisse o déficit para 3% em 2013.

Os ministros dos 17 países da Eurozona, reunidos em Bruxelas, pediram à Espanha para que alcance este ano um déficit de 5,3% de seu PIB, flexibilizando amplamente a meta de 4,4% acordada com Madri um ano atrás. Ainda assim, o país terá que apertar o cinto, pois estava previsto um déficit ainda maior, de 5,8%.

“Não se pode ter um discurso duplo”, criticou a ministra austríaca de Finanças, Maria Fekter.

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“Devemos tratar a todos os países com a mesma medida”, completou Fekter, ao destacar que os dirigentes europeus “não aprovaram sanções contra a Espanha”.

De acordo com a Comissão Europeia, os casos dos dois países são muito diferentes, “principalmente com relação aos seus calendários”.

A Espanha, por sua vez, aceitou a nova meta de déficit de 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2012, exigida pela Eurozona, afirmou nesta terça-feira o ministro das Finanças do país, Luis de Guindos.

“A Espanha está absolutamente comprometida com o ajuste orçamentário e esta recomendação será aceita pelo governo espanhol”, declarou Guindos antes de uma reunião com os colegas da UE em Bruxelas.

Durante a reunião de segunda-feira do Eurogrupo, a Espanha reiterou o compromisso com a meta do déficit de 3% para 2013, que era uma das condições básicas para a flexibilização do déficit de 2012.

Essa diferença implica que Madri terá que empreender cortes em torno de 35 bilhões de euros em dez meses, 5 bilhões de euros mais do que previa Rajoy, com o país em meio a uma recessão, um desemprego que supera cinco milhões de pessoas (23% da população ativa) e um crescente mal-estar social.

De Guindos ainda não precisou onde serão feitos os cortes adicionais necessários para alcançar a meta. “Será discutido hoje no Parlamento qual será o teto do gasto e a partir dai poderemos incluir novos cortes”, disse.

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