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UE concorda com aumento de 2% no orçamento de 2012

O acordo foi encarado como uma vitória para os países carentes de dinheiro e que estão lutando contra a crise financeira europeia

Por Da Redação 19 nov 2011, 10h10

Após mais de quinze horas de conversação, negociadores da União Europeia concordaram neste sábado com um aumento de 2% no orçamento do grupo para o próximo ano, para 129 bilhões de euros (174 bilhões de dólares). O acordo foi encarado como uma vitória para os países carentes de dinheiro e que estão lutando contra a crise financeira europeia, os quais se opuseram à demanda dos legisladores da União Europeia para aumentar o orçamento em mais de 5%.

Para algumas autoridades, limitar o aumento do orçamento diante da previsão da inflação do ano que vem pode deixar a União Europeia sem condições de pagar suas dívidas e ameaçar a sua classificação de crédito AAA.

“Esse é, claramente, um orçamento austero, já que a maioria dos países membros está enfrentando uma grave crise financeira”, disse o Comissário de Orçamentos da União Europeia, Janusz Lawandowski, que havia proposto inicialmente, um aumento de cinco por cento, para os gastos de 2012. “Existe agora um sério risco de que a Comissão Europeia fique sem fundos, no decorrer do próximo ano, e que portanto, não seja capaz de honrar todas as suas obrigações financeiras com os beneficiários dos fundos da UE,” disse ele.

Isso acontece porque ao concordar em limitar suas contribuições para o orçamento da UE para 129 bilhões de euros para o próximo ano, os governos cederam às demandas do Parlamento Europeu de permitir que os compromissos de gastos da UE para o ano que vem cheguem a 147 bilhões de euros.

“Os compromissos de hoje se transformam no pagamentos de amanhã, portanto, eles estão realmente jogando um jogo muito perigoso,” disse uma autoridade da União Europeia. Mais de dois terços do orçamento da UE são gastos em subsídios para os agricultores e fundos de ajuda regionais, que financiam a construção de estradas, projetos de limpeza do meio-ambiente e outros projetos.

As conversações sobre os gastos da UE para 2012 estão sendo vistos como um prelúdio para uma briga mais intensa sobre o orçamento do grupo, a longo prazo, para o período entre 2014 e 2020.

(Com Reuters)

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