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UE: alta de taxas da dívida italiana ameaça economia real

Por Georges Gobet 10 nov 2011, 08h44

O custo crescente de financiamento da dívida soberana da Itália constitui uma ameaça para a economia real, advertiu nesta quinta-feira o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn.

“A muito curto prazo, o impacto (das taxas em alta) sobre a dívida soberana não é tão dramático, mas relativamente em breve, no próximo ano e a médio prazo, isto terá um impacto significativo nas condições de financiamento e, portanto, no crescimento da economia real”, afirmou Rehn.

A Itália precisou oferecer nesta quinta-feira uma taxa de juros recorde de 6,087% em uma emissão de bônus da dívida soberana a um ano por 5 bilhões de euros (6,8 bilhões de dólares), anunciou o Banco da Itália.

Esta taxa duplica praticamente a da última emissão realizada por um prazo similar (a 3,57%) no dia 11 de outubro.

A captação é a primeira realizada desde o anúncio na terça-feira da renúncia iminente do chefe de governo, Silvio Berlusconi, pressionado pelos mercados e por seus sócios europeus para aplicar uma série de ajustes que permitam à terceira maior economia da Eurozona enfrentar sua pesada dívida (1,9 trilhão de euros, 120% do PIB).

A taxa das obrigações italianas a 10 anos alcançou nesta semana um recorde, ao superar os 7% (chegando a 7,483%).

Mas nesta quinta-feira se reduziu, após o anúncio da possível substituição de Berlusconi por Mario Monti.

Às 11H18 (08H18 de Brasília), o rendimento das obrigações italianas era de 6,947%.

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