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UE acerta supervisão bancária e quer impulsionar PIB

Autoridades reunidas na cúpula de dois dias do órgão supranacional comprometem-se a acelerar medidas

Por Da Redação
19 out 2012, 20h12

As autoridades europeias comprometeram-se nesta sexta-feira a acelerar as medidas para incentivar o crescimento e o emprego, deprimidos pelas políticas de austeridade que atingem em cheio o bem-estar em muitos países da Europa desenvolvida. Este foi o último dia do encontro dos dirigentes europeus em Bruxelas.

Depois de horas de negociações iniciadas na quinta-feira, os dirigentes também acertaram, na madrugada desta sexta-feira, instaurar um supervisor bancário único a partir de 2013 para controlar os bancos da zona do euro. “A UE (União Europeia) está se mexendo”, afirmou o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy.

Em tempos de políticas de austeridade, a Europa quer centrar-se ainda na criação de empregos e na inclusão social. MIlhões de trabalhadores estão sem postos de trabalho na região e os cortes de gastos públicos estão acabando com conquistas de bem-estar social custosamente alcançadas, em particular em países como a Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália.

Mais de 18 milhões de pessoas encontravam-se sem emprego em território comunitário em agosto, ou 11,4% da população – boa parte na Espanha e na Grécia, onde o problema afeta um quarto da população ativa, sobretudo os jovens.

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Arrumando a casa – Em sua declaração formal, após dois dias de encontros, os dirigentes afirmaram ser essencial que as medidas acertadas nos últimos meses sejam adotadas, ao mesmo tempo em que as economias da região precisam ser estimuladas, com aumento de investimentos e empregos. Restaurar a confiança e fomentar a competitividade também são diretrizes citadas no documento.

Entre as medidas para estimular o crescimento e o emprego, a UE injetará 10 bilhões de euros, nas próximas semanas, no Banco Europeu de Investimentos (BEI), elevando sua capacidade de empréstimo para 60 bilhões de euros, com o que espera que, nos próximos três anos, sejam investidos mais 180 bilhões de euros.

O bloco também espera colocar para trabalhar mais rápido e de forma mais eficaz outros 55 bilhões de euros dos chamados fundos estruturais. Neste sentido, o denominado Project Bonds – um plano destinado para facilitar a captação de financiamento para projetos de infraestruturas – foi colocado em andamento, com 100 milhões de euros. No próximo ano serão mobilizados outros 130 milhões de euros. A Comissão espera que esse programa seja capaz de mobilizar até 4,5 bilhões de euros nesta fase piloto.

Além de aprofundar o mercado comum, Bruxelas quer concluir o mercado energético interno para 2014, além de potencializar as tecnologias digitais e as infraestruturas. Os líderes preparam-se também para concluir o Mercado Único Digital, com o que espera proporcionar 4% ao crescimento da região até 2020, assim como potencializar a pesquisa e a inovação.

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União – Competitividade da indústria; redução de burocracias nacionais, em particular para pequenas e médias empresas; uma taxa sobre transações financeiras, que onze países já se comprometeram a adotar; assim como o comércio; são outros pilares da política europeia para crescer.

Este é um requisito para que os fundos de ajuda da zona do euro possam injetar dinheiro diretamente nos bancos em dificuldades, sem que isto seja contabilizado como dívida estatal, mas chega muito tarde para a Espanha – que se viu obrigada a pedir resgate para socorrer algumas de suas entidades bancárias.

A chanceler alemã Angela Merkel afirmou que o programa de recapitalização direta para os bancos da união monetária não será feito de forma retroativa, pelo que, no caso espanhol, a ajuda ao setor financeiro contará com dívida pública.

Em compensação a Grécia, imersa numa espiral de recessão e convulsão social que não parece ter limite, foi alvo de elogios de seus colegas, que, em uma declaração, “saudaram os avanços” para colocar em andamento o programa de ajuste.

(com Agence France-Presse)

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