Trump vai a reunião da Otan para pressionar aliados por mais gastos em defesa
Cúpula marcada para esta terça-feira na Turquia ocorre em meio a tensões em torno de temas com profundo impacto econômico
Os governantes dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) reúnem-se nesta terça-feira, 7, em Ancara, na Turquia, para tratar de temas relevantes não apenas do ponto de vista geopolítico, mas também econômico, com impacto nos orçamentos nacionais e na segurança de fornecimento de petróleo e gás no globo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende usar a ocasião para pressionar mais uma vez por um aumento nos gastos militares dos aliados para, no mínimo, 5% do Produto Interno Bruto (PIB) de cada um.
Atualmente, o investimento médio em defesa entre os países da aliança é de menos de 3%. Trump vem ameaçando deixar a Otan, com o argumento de que o peso dos gastos recai de forma desproporcional sobre os Estados Unidos. O presidente americano também deve reclamar da postura de líderes de países-membro da aliança, muitos dos quais se posicionaram contra os ataques de Estados Unidos e de Israel ao Irã. O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam 25% das exportações de petróleo e gás do mundo, o que elevou de forma significativa os preços dessas commodities e gerou pressão inflacionária global.
Especialmente tensa é a relação de Trump com Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, que defendeu o papa Leão XIV depois que este foi criticado pelo presidente americano por se opor à guerra no Irã.
Nos Estados Unidos, continuam nesta terça-feira, 7, as audiências no Escritório do Representante Comercial sobre a possível imposição de um novo tarifaço de 25% sobre a importação de produtos brasileiros. O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro se inscreveu para falar por 10 minutos.
No Brasil, as atenções se voltam para a troca no comando do Conselho de Administração da Vale, com a renúncia de Daniel Stieler. Há preocupações de interferência do Palácio do Planalto por meio da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e um dos maiores acionistas da mineradora, para aumentar a influência sobre as decisões estratégicas da empresa, com o objetivo de pressionar por mais investimentos.
Agenda
8h – IGP-DI/FGV (Brasil)
9h30 – Balança comercial (EUA)
11h – Carta da Anfavea (Brasil)
17h30 – Estoques de petróleo/API (EUA)







