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Trump diz que acordo com a China pode ficar para depois da eleição nos EUA

Pleito presidencial acontece só em novembro do ano que vem nos Estados Unidos; expectativa era que países concluíssem parte da negociação ainda neste ano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 3, que o acordo comercial com a China pode ser concluído apenas após a eleição presidencial americana, em novembro de 2020, reduzindo as esperanças de uma resolução em breve para a disputa que tem pesado sobre a economia mundial. “Eu não tenho prazo, não”, disse Trump, em Londres, onde participa de reunião com líderes da Otan. “De certa maneira, gosto da ideia de esperar até depois da eleição para o acordo com a China. Mas eles querem fechar um acordo agora, e veremos se o acordo será ou não correto; ele tem que ser correto.”

Após meses de trocas de farpas e guerras de tarifas, Estados Unidos e China haviam anunciado em outubro que chegaram a termos iniciais para o acordo, que deveria ser assinado ainda neste ano. A expectativa era que acontecesse no fórum da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que seria sediado no Chile, mas foi cancelado após protestos no país. Desde então, não se falava mais em data, mas a expectativa era para uma solução breve do imbróglio. 

Os investidores têm esperado que os Estados Unidos e a China evitem uma escalada de suas tensões comerciais, que atrasam o crescimento econômico global. Trump, que havia dito em setembro que não precisava de um acordo antes das eleições de 2020, procurou nesta terça-feira exercer pressão sobre Pequim.

“O acordo comercial com a China depende de uma coisa – se eu quero fazê-lo, porque estamos indo muito bem com a China no momento e podemos melhorar ainda mais com um toque de caneta”, disse ele. “E a China está pagando por isso, e a China está tendo de longe o pior ano que eles tiveram em 57 anos. Então, vamos ver o que acontece”, afirmou Trump.

Após a fala de Trump, as bolsas americanas passaram a operar em baixa. Por volta das 12h42, o S&P caía 1,06%, o Dow Jones, 1,48%, e a Nasdaq recuava 1,13%. O Ibovespa recuava 0,42% após a notícia, mesmo em dia de divulgação do PIB do terceiro trimestre no Brasil, que apresentou crescimento de 0,6%.

(Com Reuters)