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Trump define equipe econômica e afirma que deixará seus negócios

Steven Mnuchin, ex-Goldman Sachs, será o secretário do Tesouro e Wilbur Ross, conhecido como 'Rei das Falências', o do Comércio

Por Patrick Cruz - 30 nov 2016, 18h42

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira o nomes dos integrantes de sua equipe econômica. Ele informou também que prepara seu afastamento dos negócios para poder se dedicar à Casa Branca.

O banqueiro Steven Mnuchin e o magnata Wilbur Ross asseguraram nesta quarta-feira, em uma entrevista, que foram nomeados por Trump para dirigir o Tesouro americano e o Departamento do Comércio, respectivamente. Ao ser consultado se podia confirmar as nomeações, Mnuchin não teve dúvidas: “Podemos, definitivamente”, respondeu.

A equipe de transição para o novo governo ainda não emitiu uma nota oficial sobre essas nomeações. De qualquer forma, suas nomeações eram consideradas fatos consumados desde a semana passada.

“Estamos orgulhosos de trabalhar como presidente eleito e estamos honrados com esses cargos”, declarou Mnuchin ao canal CNBC. O Senado terá que confirmar suas novas posições.

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Afastamento dos negócios

A notícia das nomeações coincidiu com o anúncio de Trump de que abandonará totalmente seu império para evitar conflitos de interesse durante seu governo. Pelo Twitter, Trump declarou que em 15 de dezembro dará uma importante coletiva de imprensa sobre suas empresas antes de assumir a Casa Branca.

Em várias mensagens, Trump disse que na coletiva estará acompanhado por seus filhos “para discutir o fato de que deixarei minha empresa de forma total e me concentrarei na administração do país”. Em sua mensagem, o presidente eleito afirmou que não é obrigado por lei de se desfazer de suas empresas, mas que considera isso “visualmente importante”.

De fato, a lei americana determina que o presidente do país não pode receber presentes ou dinheiro de um governo estrangeiro, mas não veta que possa fazer negócios com associados estrangeiros. Em declarações dadas há uma semana ao jornal The New York Times, Trump assegurou que seu governo não será arruinado por conflitos de interesses com suas empresas.

Novos secretários

Steven Mnuchin, de 53 anos, o novo secretário americano do Tesouro, atuou no Goldman Sachs, o que o coloca próximo dos mercados. Isso pode ser tanto uma vantagem como uma desvantagem em plena ascensão do populismo. Ex-doador do Partido Democrata, Mnuchin surpreendeu quando se tornou diretor financeiro da campanha de Donald Trump, em abril passado.

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Ele tem um currículo atípico: estudos na Universidade de Yale, Goldman Sachs, a criação de um fundo de investimento com o apoio do financista democrata George Soros, a produção bem-sucedida de blockbusters de Hollywood como “Avatar” e “Esquadrão Suicida”.

Cabe agora a este veterano de Wall Street realizar as promessas que levaram Donald Trump à Casa Branca em meio a um crescimento modesto e crescente desigualdade social.

Já Wilbur Ross é um multimilionário conhecido por comprar empresas do setor metalúrgico para vendê-las posteriormente com imensas margens de lucro. Calcula-se que sua fortuna pessoal seja de 3 bilhões de dólares. Por suas atividades comerciais, Ross é conhecido como o “Rei das Falências”.

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