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Trump abandona cobrança sobre navios no Estreito de Ormuz e busca investimentos do Golfo nos EUA

Presidente americano recuou da proposta de taxar navios que atravessam rota estratégica em meio à escalada militar com o Irã

Por Ernesto Neves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jul 2026, 12h36 | Atualizado em 14 jul 2026, 13h37
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu de impor uma tarifa de 20% sobre cargas que atravessam o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de petróleo do mundo, em meio ao aumento das tensões militares com o Irã.

Em vez da cobrança, o governo americano pretende negociar acordos de comércio e investimentos com países do Golfo.

O recuo foi anunciado por Trump em sua rede social Truth Social, horas antes da previsão de retomada de uma operação de bloqueio naval americano contra embarcações ligadas a portos e áreas costeiras iranianas.

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“Decidi substituir a taxa de reembolso de 20% dos Estados Unidos por acordos comerciais e de investimento que os países do Golfo farão nos Estados Unidos”, afirmou o presidente americano.

A proposta original havia sido anunciada na segunda-feira e previa que aliados dos EUA na região,  incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait, pagassem uma tarifa sobre o transporte marítimo que passa pelo estreito.

Trump justificou a medida afirmando que Washington deveria ser compensado pelo papel de “guardião” da passagem estratégica.

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O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo e gás. Qualquer interrupção na rota pode provocar impactos imediatos nos preços globais de energia, inflação e cadeias de abastecimento.

Escalada militar entre EUA e Irã

A mudança de estratégia ocorre enquanto Washington e Teerã ampliam o confronto militar.

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Nos últimos dias, os Estados Unidos realizaram seis rodadas de ataques contra alvos iranianos, segundo o Pentágono, enquanto Trump afirmou que uma nova ofensiva poderia ocorrer.

“O ataque será pesado. E não há nada que eles possam fazer a respeito”, declarou o presidente americano em entrevista de rádio na segunda-feira.

Ao mesmo tempo, o Irã passou a atacar navios comerciais que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz e lançou ações de retaliação contra alvos americanos na região do Golfo.

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O Comando Central dos Estados Unidos afirmou que as operações militares têm como objetivo reduzir a capacidade das forças iranianas de atacar civis e interromper o transporte comercial na rota.

Mercado global monitora risco energético

A possibilidade de restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz elevou a preocupação nos mercados internacionais. O petróleo ultrapassou US$ 80 por barril nos últimos dias diante do temor de interrupções no fornecimento.

Embora Trump tenha abandonado a tarifa, a crise permanece aberta.

O impasse entre Estados Unidos e Irã coloca novamente no centro do debate a vulnerabilidade de uma das artérias mais importantes da economia mundial, uma passagem estreita onde uma disputa militar pode rapidamente se transformar em choque energético global.

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