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Tribunal em Tóquio rejeita segundo pedido de Carlos Ghosn por fiança

Ex-chefe da Nissan havia dito que entregaria passaportes, usaria tornozeleira e não sairia do Japão até o julgamento

Por Da redação - 22 jan 2019, 08h56

A Justiça do Japão, rejeitou nesta terça-feira, 22, o segundo pedido do ex-executivo da Nissan, Carlos Ghosn, para que uma fiança fosse estabelecida em seu caso. O ex-presidente do conselho de administração da montadora japonesa está preso em Tóquio desde 19 de novembro, sob a acusação de ter apresentado informações falsas sobre a remuneração que recebia.

No novo pedido para que a fiança fosse estipulada, Ghosn se comprometeu a usar tornozeleira eletrônica, a entregar seus passaportes (ele é cidadão brasileiro, francês e libanês) e a pagar por um serviço de vigilância a critério da Justiça do Japão.

Na semana passada, um pedido anterior de fiança fora negado na semana passada devido a preocupações de que o executivo, que tem cidadania francesa, libanesa e brasileira, pudesse fugir e adulterar provas. Dessa vez, o tribunal não apresentou nenhum motivo para a negativa.

Ghosn, de 64 anos, é acusado de ter fraudado a declaração de seus ganhos na Nissan por oito anos e por quebra de confiança por fazer a montadora japonesa fazer pagamentos à empresa de um amigo saudita que o ajudou com um problema financeiro.

Logo após a prisão, ele foi afastado do comando da Nissan, mas continua sendo CEO da montadora francesa Renault.

Em um comunicado divulgado na segunda-feira, Ghosn repetiu sua intenção de limpar seu nome no tribunal.

“Eu vou comparecer ao meu julgamento não apenas porque sou legalmente obrigado, mas porque estou ansioso para finalmente ter a oportunidade de me defender”, disse.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

 

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