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Três funcionários da Foxconn na China cometem suicídio em menos de três semanas

Uma das prováveis causas das mortes, segundo ONG, seria a ameaça de demissão a funcionários que falassem durante o expediente

Por Da Redação 19 Maio 2013, 14h17

Três funcionários de uma fábrica da Foxconn na China cometeram suicídio em menos de três semanas, segundo uma agência oficial de notícias e uma organização de defesa dos trabalhadores chineses. Os três suicidas eram funcionários da mesma fábrica da empresa taiwanesa de componentes para computadores, em Zhengzhou, centro do país.

O primeiro, um homem de 23 anos, pulou de seu dormitório em 24 de abril. Três dias depois, uma mulher de 23 anos morreu ao saltar do sexto andar de um prédio, segundo a agência Xinhua. Na terça-feira passada, um homem de 30 anos pulou do telhado de um edifício.

“Os motivos não estão claros”, afirma um comunicado da China Labor Watch, organização que tem sede em Nova York. No entanto, a ONG aponta a política de ameaça de demissão a funcionários que falassem no local de trabalho. Por outro lado, o último suicídio pode estar vinculado a problemas pessoais do funcionário, que havia sido contratado em abril, segundo uma fonte da fábrica citada pela Xinhua.

As associações chinesas de defesa dos direitos trabalhistas acompanham de perto o que acontece na Foxconn, depois da onda de suicídios (pelo menos 13) em suas fábricas chinesas em 2010, causados, segundo os militantes, pelas duras condições de trabalho.

A Foxconn é responsável por produtos para empresas como Apple, Sony e Nokia e tem 1,2 milhão de funcionários na China.

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(com agência France-Presse)

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