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Transportes e Alimentos puxam alta do IPCA-15

Por Hélio Barboza

SÃO PAULO, 24 Jan (Reuters) – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) -considerado uma prévia da inflação oficial- subiu 0,65 por cento em janeiro, ante alta de 0,56 por cento em dezembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,57 por cento em janeiro, segundo a mediana das previsões, que variaram de 0,50 por cento a 0,65 por cento.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 registrou alta de 6,44 por cento, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores, quando ficou em 6,56 por cento.

O IPCA-15 deste mês ficou abaixo do indicador de janeiro do ano passado, quando registrou elevação de 0,76 por cento.

TRANSPORTES

De acordo com o IBGE, a aceleração do IPCA-15 em relação a dezembro foi provocada principalmente pelo grupo Transportes, cujos preços tiveram aumento de 0,79 por cento e impacto de 0,15 ponto percentual no índice.

Reajustes de tarifas de ônibus urbanos nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte e de ônibus intermunicipais em várias regiões influenciaram o comportamento desse grupo.

O IBGE destacou também a elevação dos preços das passagens aéreas, que saíram de uma queda de 2,06 por cento em dezembro para alta de 10,54 por cento em janeiro, e dos preços dos automóveis novos, que passaram de deflação de 0,37 por cento em dezembro para inflação de 0,39 por cento em janeiro.

Os Alimentos desaceleraram levemente a alta de preços, de 1,28 por cento em dezembro para 1,25 por cento em janeiro, mas também pressionaram a taxa do mês, com impacto de 0,29 ponto percentual. Somados, os grupos Transportes e Alimentos representaram 68 por cento do IPCA-15 de janeiro, com impacto de 0,44 ponto percentual.

A refeição consumida fora do domicílio acelerou a alta de preços para 1,63 por cento em janeiro, ante 1,13 por cento em dezembro, e ficou com o maior impacto individual em janeiro, de 0,08 ponto percentual.

Entre os alimentos consumidos no domicílio, destacaram-se as altas do tomate, que saiu de uma deflação de 1,63 por cento em dezembro para aumento de 11,22 por cento em janeiro, e do feijão carioca, que passou de elevação de 2,51 por cento para 10,42 por cento.

Em janeiro, o grupo Habitação teve o mesmo resultado de dezembro, de 0,54 por cento. Nesse grupo, o aluguel residencial passou de alta de 0,71 por cento em dezembro para 1,33 por cento em janeiro. Por outro lado, o item Energia elétrica registrou queda de 0,28 por cento, após alta de 0,65 por cento em dezembro.

Os preços desaceleraram nos grupos Vestuário (de 1,10 por cento para 0,19 por cento) e Despesas Pessoais (de 0,74 por cento para 0,55 por cento). O grupo Artigos de Residência passou a registrar deflação de 0,68 por cento, após alta de 0,05 por cento em dezembro.

Para o cálculo do IPCA-15, o IBGE pesquisou os preços no período de 14 de dezembro a 13 de janeiro, comparados aos preços do período de 15 de novembro a 13 de dezembro.

O índice refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.